Polícia Federal inicia segunda fase de investigação sobre fraude na Caixa

A Polícia Federal (PF) iniciou nesta segunda-feira (20) a segunda fase de investigações para identificar outros participantes do esquema de desvio de R$ 73 milhões da Caixa Econômica Federal. A “Operação Éskhara”, que conta com o apoio do Ministério Público Federal (MPF), resultou, no fim de semana, no cumprimento de mandados de prisão preventiva, de busca e apreensão e de condução coercitiva nos Estados de Goiás, Maranhão e São Paulo. No último sábado (18), a PF prendeu o suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto. Ele é suspeito de fazer parte do esquema de desvio de dinheiro. Ainda há quatro foragidos.

A PF identificou, inicialmente, as contas bancárias que mais receberam dinheiro do desvio e agora vai analisar cerca de 200 contas bancárias. Do total de R$ 73 milhões, cerca de 70% já foram recuperados. Estão sendo investigados os desvio de R$ 4,5 milhões enviados para contas no Ceará e R$ 750 mil enviados para contas na Bahia.

A fraude, que é a maior já sofrida pela Caixa, aconteceu no fim de 2013 e foi denunciada pela própria instituição financeira à Polícia Federal. De acordo com a PF, a quadrilha usou documentos falsos para abrir uma conta-corrente em uma agência da Caixa de Tocantinópolis (TO). Pouco tempo depois, cerca de R$ 73 milhões foram depositados nessa conta. Desviado do banco estatal, o dinheiro foi depositado como sendo pagamento de um prêmio da mega sena que nunca existiu. Por fim, o montante foi transferido para várias contas.

A Caixa informou, em nota, que não vai comentar o caso durante as investigações e que acionou a PF assim que constatou a fraude.

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