Pastor Silas Malafaia é investigado em esquema de corrupção

Ele é alvo de mandado de condução coercitiva, mas pode se apresentar espontaneamente na Superintendência de Polícia Federal de São Paulo; investigação apura um esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral.

Pastor Silas Malafaia pode ser preso por envolvimento em esquema de corrupção.

Alvo de mandado de condução coercitiva, o pastor Silas Malafaia, da Associação Vitória em Cristo, ligada à Assembleia de Deus, é investigado pela Polícia Federal (PF) em operação denominada ‘Timóteo’, que apura esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral (65% da chamada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais – CFEM – tem como destino os municípios).

A operação foi iniciada na manhã de hoje, com ações em 11 estados e o Distrito Federal e a expectativa da PF é de que Malafaia se apresente espontaneamente na superintendência da instituição em São Paulo. O mandado de condução coercitiva dá à polícia a possibilidade de conduzir o investigado às delegacia para prestar esclarecimentos, mesmo que ele não tenha esta intenção, mas ele também pode ir espontaneamente, o que facilitaria a investigação.

Malafaia é suspeito de apoiar na lavagem do dinheiro do esquema, que recebeu valores do principal escritório de advocacia investigado. A suspeita a ser esclarecida pelos policiais é que este líder religioso pode ter “emprestado” contas correntes de uma instituição religiosa sob sua influência com a intenção de ocultar a origem ilícita dos valores.

Investigação

O pastor não é o principal alvo dessa investigação. Em primeiro lugar estaria o diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) Marco Antônio Valadares e sua esposa, que é sócia de uma das empresas de consultoria que estão sendo investigadas na operação. Segundo a polícia, o grupo fraudava os valores de royalties de mineração devidos por mineradoras a municípios. A Vale estaria entre as empresas prejudicadas.

As investigações da Operação Timóteo envolvem também Alberto Jatene, filho do governador do Pará, Simão Jatene (PSDB). Procurado, o governo do estado não se manifestou ainda sobre o ocorrido.

Pelo menos 300 policiais fazem 16 ações, em 52 endereços diferentes, em 11 estados (Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins) e no Distrito Federal. Além de buscas, os policiais cumprem 29 conduções coercitivas, quatro mandados de prisão preventiva, 12 mandados de prisão temporária, sequestro de três imóveis e bloqueio judicial de valores depositados que podem chegar a R$ 70 milhões, por determinação da Justiça Federal.

 

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