A divulgação das delações de executivos da Odebrecht não deverá afetar a agenda de votações da Reforma da Previdência na Câmara. A avaliação é do presidente da comissão especial, deputado Carlos Marun. Ele participou de reunião na noite desse domingo com o presidente Michel Temer e integrantes da base aliada no Palácio da Alvorada. O encontro durou cerca de três horas.
Segundo Marun, o fato do relator, o deputado Arthur Maia, ter sido citado nas delações não afeta os trabalhos e nem causa constrangimentos. Disse não ter a mínima preocupação de que as declarações venham a interferir na votação.
Arthur Maia é acusado de não ter declarado 200 mil reais recebidos da Odebrecht para a campanha eleitoral. O parlamentar se defende e diz que as doações foram legais e aprovadas pela Justiça Eleitoral da Bahia.
A previsão é de que o relatório seja apresentado na reunião de amanhã e haja um pedido de vista coletivo. Com isso, a votação deverá ocorrer na semana que vem na comissão especial e na primeira semana de maio em plenário.