Maranhão é o 9º em casos de microcefalia no país

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Número de casos da doença aumentou no Maranhão (Foto: Divulgação)

SÃO LUÍS – De acordo com o novo Boletim Epidemiológico divulgados nesta terça-feira (15) pelo Ministério da Saúde, o Maranhão ocupa a 9º colocação em ranking com mais casos de microcefalia, relacionados a infecção pelo vírus Zika. No país, foram registrados 2.401 casos da doença e 29 óbitos, até 12 de dezembro deste ano, distribuídos em 549 municípios de 20 Unidades da Federação.

No estado foram confirmados, até agora, 56 casos da doença em que a cabeça e o cérebro das crianças são menores que o normal para a sua idade, influenciando o seu desenvolvimento mental.. Pernambuco continua liderando o ranking, com 874 registros, seguido de Paraíba, com 322, Bahia, com 316, e Alagoas, com 107.

O informe divulgado detalha, pela primeira vez, os primeiros casos confirmados e descartados. No Maranhão, sete foram eliminados e, no país, foram descartados 102. Continuam em investigação 2.165 casos. Foi confirmado um óbito e descartados dois. Permanecem em investigação 26 mortes.

A investigação dos casos de microcefalia relacionados ao vírus Zika é feito em conjunto com gestores de Saúde de estados e municípios. O novo informe traz ainda os seis novos Estados (Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Rio Grande do Sul) que notificaram casos suspeitos. Equipes técnicas de investigação de campo do ministério da Saúde estão trabalhando nos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe e Ceará.

Laboratórios – A circulação do vírus Zika é confirmada por meio de teste PCR, com a tecnologia de biologia molecular. A partir da confirmação da circulação do vírus em uma determinada localidade, os outros diagnósticos são feitos clinicamente, por avaliação médica dos sintomas. Durante a apresentação dos novos dados de microcefalia, nesta terça-feira, o diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis, Claudio Maierovitch, disse que o Ministério da Saúde está trabalhando no fortalecimento do diagnóstico para o vírus Zika.

Ele explicou que 18 laboratórios já estão capacitados, sendo 13 centrais e cinco de referência. O teste para a confirmação do vírus Zika deve ser feito, de preferência, nos primeiros cinco dias de manifestação dos sintomas. Vale ressaltar que o vírus Zika é de difícil detecção, já que cerca de 80% dos casos infectados não manifestam sinais ou sintomas.

Além de destacar o fortalecimento da rede de laboratórios, Claudio Maierovitch, alertou para os cuidados necessários neste verão. “É muito importante, neste período de festas e férias, que as pessoas, antes de viajarem, façam uma varredura geral em suas casas, eliminando todos os possíveis focos do mosquito. Devido às condições climáticas, esse período de verão é um momento de maior circulação do mosquito”, alerta Maierovitch.

O Ministério da Saúde estuda, junto com especialistas e gestores locais de saúde, um novo modelo de notificação. Este novo modelo de avaliação faz parte dos estudos que envolvem o vírus Zika, uma doença nova que chegou ao Brasil em maio deste ano e é desconhecida para a literatura mundial.

O teste para a confirmação do vírus Zika deve ser feito, de preferência, nos primeiros cinco dias de manifestação dos sintomas.

Fonte: O Estado

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