Justiça nega pedido de liberdade a PMs suspeitos de envolvimento em desaparecimento de policiais no Maranhão

O juiz Nelson Melo de Moraes Rego indeferiu nesta segunda (17) pedido de liberdade provisória ao tenente Josuel Alves de Aguiar, ao soldado Tiago Viana Gonçalves e ao soldado Glaydstone de Sousa Alves. Eles são suspeitos de envolvimento no desaparecimento do cabo Júlio César da Luz Pereira e soldado Carlos Alberto Constantino Sousa.

O caso aconteceu no dia 17 de novembro de 2016 no município de Buriticupu, a 420 km de São Luís. Eles chegaram a ser presos, mas depois conseguiram o direito de responder ao processo em liberdade.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), no dia 10 de setembro os militares voltaram a ser presos. Os três foram encaminhados ao Comando Geral da Polícia Militar, em São Luís.

De acordo com o Ministério Público, um dos motivos para a prisão preventiva foi o fato deles terem descumprido uma das condições impostas na medida cautelar que lhes fora imposta pelo Tribunal de Justiça, que foi a de não manter contato com testemunhas do fato.

“As informações trazidas aos presentes autos, de que os requerentes mantiveram contato com uma das testemunhas do caso em apuração, é gravíssima, sendo inclusive, causa de revogação das Medidas Cautelares anteriormente concedidas por descumprimento das determinações constantes da decisão de concessão do beneficio da substituição da prisão temporária. Imperioso ainda ressaltar que, vivemos hoje dias em que as instituições públicas estão perdendo a credibilidade diante da sociedade. Não resta a menor dúvida que uma situação desta natureza causa abalo à ordem pública de toda uma comunidade, mormente no seio da instituição militar, que exige dos seus membros conduta diametralmente oposta a que se observa nos presentes autos”, afirma o juiz Nelson de Melo na revogação do pedido da defesa.

Entenda o caso

Soldado Alberto e Cabo Júlio Pereira, da Polícia Militar, desapareceram no dia 17 de novembro de 2016. — Foto: Foto montagem:G1

Soldado Alberto e Cabo Júlio Pereira, da Polícia Militar, desapareceram no dia 17 de novembro de 2016. — Foto: Foto montagem:G1

Os policiais Júlio César da Luz Pereira e Carlos Alberto Constantino Sousa sumiram no dia 17 de novembro de 2016. No dia do desaparecimento, o soldado Alberto Sousa se apresentou às 8h na 14º Companhia Independente da Polícia Militar. Ele nem chegou a cumprir todo o expediente, pois pediu ao seu superior para sair mais cedo.

No dia seguinte, segundo a escala da polícia, o soldado estaria de plantão, mas não apareceu. Informações de testemunhas davam conta de que ainda na noite de quinta-feira (17) o soldado tinha sido visto em companhia do cabo Júlio César da Luz Pereira, que era lotado no município de Estreito, distante 358 km de São Luís, mas como estava de licença médica estava morando em Buriticupu.

Em maio de 2017, a Secretaria de Segurança Pública revelou que o motivo do desaparecimento dos militares não estaria relacionado com o exercício de atividades policiais líticas, mas sim de desentendimentos com outros componentes da quadrilha da qual eram parte.

Presos suspeitos de assassinar policiais no Maranhão
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Na época, o Superintendente de Homicídios e Proteção a Pessoas (SHPP), Leonardo Diniz, disse que cabo e o soldado faziam parte do mesmo grupo de policiais e teriam sido punidos pelos comparsasporque estavam levando vantagem sobre o resto do bando. O tenente Josuel Alves de Aguiar, o soldado Tiago Viana Gonçalves e o soldado Glaydstone de Sousa Alves são os suspeitos de participação no caso.G1 tentou, mas não conseguiu fazer contato com a defesa de Josuel Alves de Aguiar, Tiago Viana Gonçalves e Glaydstone de Sousa Alves.

FONTE G1

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