JUIZ SEBASTIÃO BONFIM FAZ HOMENAGEM AO CEL. SÁ

Vida que segue…
Ilustre amigo Sá, Raimundo Sá, Coronel Sá, que momento, despedida em qualquer
momento da vida é melancólico, infelizmente, se aproxima o dia esperada Reserva,
sentimentos opostos se confundem em nosso íntimo, sensação única é o sucesso na
carreira e saber do êxito do dever cumprido. A princípio, uma alegria enorme por
termos, enfim, recebido oficialmente a declaração de que já cumprimos, totalmente, o
compromisso assumido nos melhores anos da juventude. Logo em seguida, vem a
tristeza de nos privarmos tanto da convivência diária com amigos conquistados e
colegas de quartel quanto do exercício da atividade profissional dignificante que, por
décadas, garantiu nosso sustento e ocupou a maior parte do nosso tempo.

Nessa hora, passa o filme de uma vida inteira de dedicação, renúncias, momentos
bons, outros ruins, situações nas quais chegamos até a pôr em risco a nossa
integridade física e/ou a própria vida para darmos o melhor de nós e atingirmos a
excelência na proposta de trabalho que nos foi confiada em defesa da sociedade
Maranhense. É quando tomamos a exata consciência do tamanho que a nossa
parcela de contribuição teve para edificação da sociedade em que vivemos. Fazemos
um balanço de quantas pessoas estiveram sob a nossa responsabilidade e do peso
que a nossa postura e disposição para defendê-las tiveram em sua trajetória Militar,
quer como praça, quer como Oficial de nossa Briosa.

Raimundo Sá combateu o bom combate, é exemplo que tudo é possível, basta querer.
O velho pai sente-se orgulhoso da trajetória do filho e por ser comandante supremo do
Raimundo Boliviano, saiba, que sua caminhada para reserva é apenas um período
que você conquistou para que você possa se cuidar mais, para que fique presente no
seio de sua família, para estreitar maiores laços de amizade que o tempo reduzido
inviabilizou, por dedicação a Briosa e escravidão do tempo e do relógio; enfim, para
seguir vivendo de forma desacelerada e fazer o que tiver vontade.

Apesar de lamentarem a ausência física da pessoa que se afasta, os que
permanecem resignam-se, pois sabem que é algo benéfico e merecido. Há, inclusive,
um detalhe que não deve ser esquecido: o Militar que vai pra Reserva apenas se
desvincula de um contrato profissional. Ninguém se aposenta dos amigos e muito
menos da profissão que abraçou.

Por isso, devemos nos alegrar, pois não perdemos o amigo ou o colega de profissão –
ele poderá nos visitar quando desejar e sempre será muito bem-vindo a caserna,
àquele que foi o seu local de trabalho e, com certeza, jamais sairá da sua memória e
do seu coração.
Juiz de Direito: Sebastião Bonfim

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