INVESTIR NA PRIMEIRA INFÂNCIA É SEMEAR EM TERRA FÉRTIL

Professora Cássia
Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA),
servidora pública concursada da rede de ensino de São Luís, cursa Especialização
de Psicopedagogia Clínica e Institucional.

Na educação infantil as crianças apenas brincam. Então por que investir na educação na
primeira infância? Este é o pensamento errôneo de muitas pessoas e parte do poder
público.
Primeiramente é necessário compreender que a aprendizagem através da brincadeira
entre as crianças e seus pares é intencional, planejada e orientada. Investir na primeira
etapa da educação é cuidar da criança desde o nascimento até os seis anos,
universalizando creches e pré-escolas, onde as crianças possam desenvolver
integralmente, por meio das experiências oportunizadas rodas de conversas, iniciação
em informática, noções de português, matemática, leitura, vivência em sociedade, com
assistência médica, alimentação adequada, esporte, noções de cidadania, atividades
culturais.
Com estes cuidados as crianças, sobretudo, as mais pobres terão felicidade em continuar
os estudos, chegarão preparadas e entusiasmadas para as etapas dos ensinos
fundamental, médio e a ingressarem nas universidades.
Infelizmente, o cenário atual no país é outro. Nos últimos anos, a redução de recursos
vem colocando em risco as metas estabelecidas para a educação básica, que inclui a
educação infantil. Além disso, alguns projetos educacionais de âmbito nacional foram
suspensos, dentre eles o Proinfância criado no governo Lula e que tinha como objetivo
dar assistência à construção de creches em todo o país. Hoje, assistimos ao desmonte da
educação em seus diversos níveis, conduzido pelo governo federal.
Os investimentos na educação são necessários e partem das políticas públicas e
econômicas. Afinal, investir no desenvolvimento infantil é projetar um futuro com
homens e mulheres capacitados e produtivos, o que significa elevada taxa de retorno ao
Estado e à sociedade.
Investir na primeira infância significa ter um adulto com capacidades e habilidades mais
desenvolvidas, reduzir as desigualdades, combater a pobreza e os altos índices de
violência.
Priorizar a educação infantil não é apenas responsabilidade das famílias e escolas, mas
da sociedade e dever do poder público. Investir na primeira infância não é gasto. É
semear em terra fértil e colher bons e duradouros frutos para a vida inteira.

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