Grupos Folclóricos mostram insatisfação com a política dispensada à cultura maranhense

Na noite deste sábado(13), no Arraial da Cidade, localizado ao lado da Casa de Eventos Batuque Brasil, na Avenida Daniel de La Touche – na Cohama, o público percebeu o descontentamento dos presidentes das brincadeiras que abrilhantam a temporada junina com a política do Governo Flávio Dino.

Antes de dar início à apresentação, o presidente Zé Olhinho, que há várias décadas comanda um dos mais tradicionais grupos de bumba meu boi, sotaque da Baixada – Unidos de Santa Fé, do bairro de Fátima, fez duras críticas ao modelo de política voltada para cultura, implementada pelo Governo do Estado.

“Antes de darmos início à apresentação, preciso fazer um desabafo. Vocês irão acompanhar a beleza da nossa apresentação, contudo não tem ideia das dificuldades que enfrentamos para conseguir colocar o nosso batalhão nas ruas, principalmente este ano. Pois, diferentemente dos anos anteriores, o Governo do Estado não antecipou nenhuma das parcelas e, ainda, anunciou o pagamento para 90 dias após o término da temporada”, afirmou Zé Olhinho.

E um recado foi mandado em tom de indignação. “Governador, todos nós que fazemos cultura neste estado, esperamos que, no ano que vêm o senhor nos olhe com o carinho e atenção merecida”, desabafou.

Pensamento semelhante também foi externado pela presidente Júlia, do Bumba Boi Oriente. “Cultura precisa ser feito por quem gosta de cultura. Nós que somos responsáveis por brincadeiras vivemos momentos terríveis nos últimos dias, em razão do anúncio feito pelo Governo do Estado, mas graças a Deus em primeiro lugar e ao vereador Astro, sensível as nossas dificuldades para findar o processo de confecção das indumentárias, antecipou duas apresentações para os grupos de bomba meu boi, dos vários sotaques, permitindo, assim,  que tivéssemos hoje aqui. É lamentável que o Governo tenha decidido trabalhar desta forma”, finalizou Júlia.

Além do retardo no pagamento, a redução no número de apresentações também foi alvo de muita reclamação no segmento cultural.

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