Governo vistoria funcionamento de cisternas escolares em comunidades indígenas

Com o início do período chuvoso, as cisternas construídas pelo Programa “Cisternas Primeira Água – Cisterna Escolar”, por meio do Sistema da Agricultura Familiar, estão beneficiando centenas de crianças em vários municípios, como em Barra do Corda, Jenipapo dos Vieiras, Governador Eugenio Barros e Gonçalves Dias, totalizando 44 cisternas nessas cidades.

Uma equipe do Sistema SAF realizou uma fiscalização nas cidades contempladas para checar o pleno funcionamento das cisternas escolares, que permitem a captação de água da chuva e é armazenada em um reservatório com capacidade para até 52 mil litros de água. Construídas com placas de cimento, as cisternas garantem água para atividades diárias nas escolas e nas comunidades.Governo do Estado vistoria funcionamento de cisternas escolares em comunidades indígenas

Em Barra do Corda, na aldeia indígena Tamburi, a escola Teodorico Anacleto da Silva é um exemplo das melhorias que o Programa levou para a comunidade. Além de garantir água para abastecer as unidades de ensino, a água também é redistribuída para as famílias da aldeia.Segundo o cacique Renato Guajajara, “antes da cisterna ser construída os professores enfrentavam dificuldades no abastecimento de água na escola, tinham que ir em um poço buscar a água para as tarefas diárias, como limpeza, agora melhorou muito com essa cisterna, facilitou a vida dos professores e de toda a aldeia que também foi beneficiada.”

Para o secretário de Estado da Agricultura Familiar, Júlio César Mendonça, a construção de cisternas é uma saída para garantia do funcionamento das unidades de ensino, sem água as atividades corriqueiras se tornam difíceis. “É muito gratificante ver esses resultados e a consciência dos beneficiários que devem dar continuidade às ações, vamos continuar avançando e permitir às crianças e famílias o acesso à água, pois é um direito de todos,” enfatizou o secretário Júlio.

O superintendente de Reordenamento Agrário da SAF, Pedro Bello, que acompanhou as visitas juntamente com a engenheira agrônoma Rafaella Nascimento, ressaltou que, durante a fiscalização constataram que nas localidades não tinha água para consumo no período de estiagem, mas agora a realidade é outra.

“Com as tecnologias implantadas de acesso à água já está suprindo as necessidades dos professores e alunos e também, da comunidade como o todo.”

A engenheira agrônoma Rafaella Nascimento, destacou a importância das cisternas escolares. “A água é vida e com as cisternas potencializa o acesso à água aos moradores, pois elas vão além da escola, já que têm capacidade de 52 mil litros as cisternas atendem a unidade escolar e ainda são utilizadas pela comunidade, melhorando a vida de todos,” disse.

Como Funciona?

As águas pluviais são coletadas do telhadão por meio de calhas e armazenadas em cisternas de placas pré-moldadas de concreto, com capacidade de 25 e 52 mil litros, que constitui um reservatório cilindro e coberto. O reservatório, fechado, é protegido da evaporação, das contaminações causadas por animais e dejetos trazidos pelas enxurradas.

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