Governo implanta assistência a pessoas com Autista no Centro Especializado em Reabilitação

O Governo do Maranhão implanta assistência a pessoas com Transtorno do Espectro do Autista (TEA), com foco nas crianças e adolescentes, no Centro Especializado em Reabilitação e Promoção da Saúde (CER), no Olho d’Água, em São Luís. O tratamento adota abordagem ABA, baseada na análise do comportamento aplicado.

A estratégia de assistência especializada aos portadores da síndrome abrange atendimento em sete cabines individuais, simultâneo, e seis em grupo, totalizando 26 por turno e 52 atendimentos por dia. Juntos, os procedimentos contabilizam capacidade para mais de 1.100 atendimentos por mês.

“Anteriormente, nós não tínhamos na rede pública um equipamento destinado especificamente para crianças autistas. A gente faz isso, também, para atender o anseio dos pais e das mães dessas crianças e, mais do que isso, reestrutura e disponibiliza o atendimento para quem mais precisa. O atendimento a essas crianças tem que contar com uma assistência e um olhar especial”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

Por se tratar de um serviço referente à implementação da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no Maranhão, ao todo, 28 profissionais – sendo oito psicólogos, seis terapeutas ocupacionais, seis fonoaudiólogos, seis psicopedagogos e dois educadores físicos – foram treinados e capacitados para o serviço.

A coordenadora da Comissão de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência da SES, Nelbe Maria de Amorim Souza, afirmou que o Centro Especializado em Reabilitação e Promoção da Saúde no Olho d’Água terá reabilitação física, intelectual e visual. “O portador da síndrome receberá o acompanhamento especializado, passando pelo tratamento e alta. Enquanto isso, os familiares conhecerão melhor o que é o Transtorno do Espectro Autista e participarão do programa de tratamento. A participação dos pais vai ser importante para dar continuidade ao processo em casa”, disse.

Para receber a assistência na área do Transtorno do Espectro do Autista (TEA) pelo CER, o portador da síndrome deverá ser encaminhado pelo neurologista ou psiquiatra da rede SUS. A demanda é espontânea, logo, a família pode procurar os profissionais nos serviços públicos de saúde. Uma vez feito o diagnóstico, e indicando a necessidade de intervenção comportamental, a criança será assistida no Centro de forma oportuna.

O atendimento prevê intervenções diretas e multiprofissionais com analista do comportamento fazendo a supervisão de programas. Outro tipo de intervenção que será adotada é a indireta. Conhecida como intervenção via pais, envolve um treinamento comportamental para os genitores aplicarem no ambiente domiciliar, onde vão ocorrer através de palestras e cursos.

“Um das condições que nós entendemos como pré-requisito fundamental para que a intervenção tenha sucesso é o envolvimento dos pais na aplicação e na concepção desses programas e, inclusive, a intervenção indireta, ou seja, que os pais sigam as orientações comportamentais dadas no Centro pelos profissionais”, explicou a psicóloga Flávia Tereza Neves Silva, doutora em Análise do Comportamento.

De acordo com a psicóloga Flávia Tereza Neves, dados preliminares de pesquisas realizadas em 2006 no Brasil sinalizam que uma a cada 110 crianças nascem com autismo no país. A análise do comportamento é o tipo de intervenção mais indicado para autismo.

“Esse tipo de serviço, no Brasil, é muito voltado para a rede privada. Não existe esse tipo de intervenção na rede pública. A importância dele é abranger um público maior, que não tem condições de pagar uma intervenção em consultórios particulares. É de grande relevância para o público e a sociedade só tem a ganhar com esse tipo de serviço”, explicou a psicóloga.

Atendimento aos acompanhantes

Outra frente de atuação do Governo é o acesso à assistência prestada aos familiares, acompanhantes dos pacientes com transtorno do espectro do autismo. Enquanto aguardam o tratamento dos entes, o familiar pode optar por uma das especialidades do Centro Especializado em Reabilitação e Promoção da Saúde (CER), como: fisioterapia, acupuntura, enfermagem, grupos de alongamento grupos da melhor idade, treinamento de marcha, de hidroterapia, de treinamento funcional, de recreação e lazer na piscina, de linguagem, de atenção e concentração, de atividade aquática, de escola de postura, de exercício aquático para gestantes, dentre outros.

“O sentido do SUS também é esse: permitir equipamentos de saúde de qualidade, públicos e gratuitos para que o filho do rico e do pobre tenha o mesmo acesso aos melhores profissionais do Estado, de forma indistinta, para quem quer que precise dos nossos equipamentos de saúde”, ressaltou o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

Gerenciado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), o Centro Especializado em Reabilitação e Promoção da Saúde (CER) no Olho d’Água executou 137.028 atendimentos em 2016. A especialidade fisioterapia teve maior procura, com 24.980 atendimentos, seguida por terapia ocupacional e educação física, 18.440 e 12.897, respectivamente.

FONTE: GOVERNO DO ESTADO

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