Família denuncia morte por suposta omissão de socorro em hospital do Maranhão

Uma família da cidade de Imperatriz, a 629 km de São Luís, denuncia uma suposta omissão de socorro no Hospital Macrorregional da cidade. O caso teria acontecido no sábado (7), quando Agostinho José Ferreira, de 64 anos, chegou ao hospital em um táxi com fortes dores no peito, mas não teria recebido atendimento.

Agostinho José Ferreira tinha de 64 anos e teria morrido antes de receber atendimento médico em hospital de Imperatriz (Foto: Reprodução/TV Mirante)

O enteado da família gravou o momento em que eles chegaram ao hospital e o atendimento teria sido negado sob a alegação de que o hospital não presta serviço de urgência e emergência. No momento seguinte o enteado começa a chorar porque o padastro teria morrido ainda no táxi. “Se recusaram a atender. Chegou vivo na porta ainda”, diz o enteado no vídeo.

O irmão de Agostinho, Nonato Ferreira, contou que ele se queixou de dores fortes no peito ainda no sábado (7), por volta de meio-dia. Ele foi levado de táxi para serviço de saúde mais próximo da casa dele, que é o Hospital Macrorregional.

“O momento era treze horas no sábado, horário de pico. Nós moramos do outro lado da cidade e tem uma cavalgada que fecha todos os espaços para a gente chegar lá. Então não ia ter como chegar a tempo. Então aqui para o Hospital Macrorregional dá cinco minutos, mais ou menos”, afirmou o irmão do paciente.

Família de Agostinho diz  que o Hospital Macrorregional de Imperatriz teria se recusado a atender o paciente (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Família de Agostinho diz que o Hospital Macrorregional de Imperatriz teria se recusado a atender o paciente (Foto: Reprodução/TV Mirante)

A família está revoltada e quer justiça. Nonato Ferreira reiterou que, quando os atendentes do hospital decidiram receber Agostinho, ele já estava morto.

“Depois que ele já estava morto dentro do táxi levaram para dentro e não passou 40 minutos para constatarem a morte dele. Ele passou mais ou menos 30 minutos na porta do hospital”, afirmou.

Outro caso

Uma outra polêmica envolve o Hospital Macrorregional de Imperatriz, onde todo o serviço do hospital é realizado por empresas terceirizadas. De acordo com os funcionários, desde setembro do ano passado os salários são pagos de maneira irregular.

A empresa Amazônia LTDA presta serviços de portaria e controle de acesso as alas do hospital e alguns dos 15 trabalhadores não conseguem ir ao trabalho por falta de dinheiro. Eles dizem que estão há mais de três meses sem pagamento.

“Devido a ausência de repasse a gente está com problemas de subsistência básica e pagar as nossas coisas. É devido nunca ter uma solução precisa a gente está fazendo esse apelo”, afirmou Rafael Milhomem, que trabalha como controlador de acesso.

A empresa que administra o Hospital Macroregional é o Instituto Gerir. A TV Mirante teve acesso a um documento enviado pelo instituto a Secretaria de Estado da Saúde no dia 04 de maio deste ano informando o atraso nos repasses e que o débito em atraso naquele mês já somava cerca de 24 milhões e 500 mil reais.

Documento aponta que o Instituto Gerir já teria apontado à Secretaria de Estado da Saúde um débito que já somava cerca de 24 milhões e 500 mil reais. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Documento aponta que o Instituto Gerir já teria apontado à Secretaria de Estado da Saúde um débito que já somava cerca de 24 milhões e 500 mil reais. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

A Secretaria de Estado da Saúde informou que não reconhece nenhuma pendência financeira com o Instituto Gerir e que eventuais débitos do instituto com empresas por ele contratadas estão sendo tratados individualmente pela Secretaria.

O Hospital Macrorregional de Imperatriz afirmou que, durante 40 minutos, a equipe de médicos e enfermeiras do hospital tentou reanimar o paciente que sofreu parada cardiorrespiratória. O hospital também disse que a família do paciente recebeu orientação e acompanhamento da equipe.

Já o Promotor de Saúde de Imperatriz, Newton Belo Neto, disse que vai analisar o caso e tomar as providências cabíveis. FONTE IMIRANTE

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