Ex-ministro britânico, diz que proposta da Fox pela Sky deve ser investigada,

LONDRES – A nova proposta da 21st Century Fox, do empresário Rupert Murdoch, para comprar a parte das ações que ainda não tinha do grupo europeu Sky, de TV por assinatura, deve ser investigada pelas autoridades antitruste do Reino Unido, afirmou o ex-secretário de negócios do país, Vince Cable. O então ministro, que exerceu o cargo na época em 2010-2011, período em que Murdoch fez uma primeira oferta, disse à BBC Radio que a nova tentativa de aquisição não é de interesse público.

Na sexta-feira, a Fox anunciou que fechou um acordo preliminar para comprar uma fatia de 61% da Sky por cerca de US$ 14 bilhões. A proposta surge cinco anos após o escândalo político que complicou a oferta anterior. Naquela época, a tentativa de comprar a Sky através de sua empresa News Corp provocou tumulto entre políticos britânicos, que sustentavam que a negociação daria ao bilionário, dono dos jornais “The Sun” e “The Times”, controle excessivo sobre a mídia no país.

No entanto, o esforço de Murdoch ruiu em 2011, quando o negócio de jornais britânicos do empresário imergiu em um escândalo que envolvia grampeamento de telefones. O episódio intensificou a oposição política e resultou em um processo criminal que levou ao fechamento do tabloide “News of the World”.

— Isso é novamente uma ameaça à pluralidade de mídia e escolha, exatamente como há seis anos quando levei isso às autoridades de concorrência e isso deve ser investigado — defendeu Cable. — O controle da mídia, seja impressa, rádio ou televisão, é altamente concentrado e isso o deixa ainda mais.

No entanto, analistas afirmaram na sexta-feira que a proposta provavelmente terá facilidade de concretização, em parte porque a News Corp se separou da Fox. Eles também apontaram que o governo britânico está inclinado a promover o investimento na esteira do Brexit e poderia considerar o acordo como um sinal de confiança na economia.

— É muito provável que, mesmo que haja uma investigação sobre pluralidade, o acordo passará — indicou Clare Enders, da consultoria Ender Analysis, à BBC Radio. — É uma situação diferentes e as entidades foram estruturadas de forma diferente.

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