Ferramenta facilita a comunicação de pessoas com deficiência auditiva e foi desenvolvida durante Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de alunos da Fatec de Araçatuba (SP).
Com o objetivo de promover inclusão social, estudantes recém-formados da Fatec de Araçatuba (SP) criaram um aplicativo de acessibilidade que transforma a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) no alfabeto gráfico.
De acordo com Larissa Gomes e Rafhael Prates, que desenvolveram o projeto, a ferramenta facilita a comunicação de pedagogos com alunos que têm deficiência auditiva e também ajuda pais e familiares a conviverem melhor com crianças com surdez.
“O aplicativo é para quebrar a parede que dificulta a comunicação”, explicam os tecnólogos em Análise e Desenvolvimento de Sistemas.
No HandsFree, nome do app, o usuário aprende Libras a partir de gifs animados que ensinam qual movimento é respectivo à letra do alfabeto.
“A pessoa vê o símbolo no gif e vai para a câmera do celular para ver se faz corretamente. O aplicativo também é uma rede social que permite a comunicação de professores e interessados em aprender Libras”, explica a professora e orientadora do projeto Lucilena Lima.
A criação, que foi desenvolvida em mais de um ano e apresentada como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) ainda não está disponível em lojas de aplicativos, já que a intenção é aprimorar a ideia.
“O aplicativo ainda não é um produto pronto para ser disponibilizado, mas já tem retorno voltado às pesquisas acadêmicas”, pontua.
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Aplicativo HandsFree tem o objetivo de facilitar comunicação de professores e familiares com deficientes auditivos (Foto: Rafhael Prates/Arquivo Pessoal)
Outros aplicativos voltados à acessibilidade de deficientes auditivos existem, mas segundo os pesquisadores e criadores, o HandsFree é o único que une a rede social e o conhecimento em Libras de forma gratuita.
Segundo Larissa, o projeto deve sofrer mudanças para também melhorar seu nome, já que Libras é uma linguagem brasileira. “Estamos pensando em um novo nome para o aplicativo e que seja em português. Nada melhor do que um nome que faça jus ao que o aplicativo oferece.”
Para os pesquisadores, criar um aplicativo que é benéfico para a sociedade foi uma experiência positiva e inesquecível. “Foi muito gratificante ver que um projeto poderia não somente beneficiar uma pessoa, mas um grupo, a sociedade como um todo”, diz Rafael.
Já a professora, orgulhosa com o resultado, afirma que tem satisfação de aprender e ao mesmo tempo auxiliar a sociedade.
“Sempre digo para meus alunos que é uma alegria poder unir o aprendizado do ambiente acadêmico e revertê-lo para a sociedade. É gratificante. É capaz de tornar a vida de alguém mais fácil”, conclui.
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FONTE: G1














