Cover girl da Glamour de maio, Fernanda Gentil fala sobre nova fase na carreira

Já estávamos acostumadas com aquele jeito tradicional e careta de fazer jornalismo esportivo quando FERNANDA GENTIL apareceu na TV rindo de si mesma. Pronto, identificação imediata! Cinco anos após ser a revelação da Copa de 2014, o que abriu portas para comandar o Esporte Espetacular e brilhar de novo na cobertura do Mundial de 2018, a carioca de 32 anos se prepara para estrear no entretenimento da Globo. Bem-sucedida, engraçada, mãezona e a BFF que a gente gostaria de ter, ela encara os desafios da vida profissional e pessoal levantando uma só bandeira: a naturalidade

Para os mais de 5 milhões de seguidores, mostra a vida como ela é no trabalho e em família, com a namorada Priscila Montandon e os filhos, Lucas, 11 anos, afilhado que adotou, e Gabriel, 3. “Sou quem eu sou em qualquer contexto, com televisão ligada ou desligada. Não me acho influencer, celebridade ou mulher do ano, mas poxa… obrigada.” Fazer o trocadilho do sobrenome com sua personalidade é um clichê inevitável. Gentileza pura!

O jornalismo esportivo é muito machista. Isso chegou a te fazer repensar? Nunca. Pratiquei esporte a vida toda e naquela fase de vestibular tive que escolher entre ser atleta ou estudante. O jornalismo esportivo foi uma solução. Mas já vivi momentos em que cruzei o campo com o time ganhando, aí era chamada de “gostosa”. Quando perdia, “piranha”. Sabia que precisava ficar ligada, mas não era um assunto tão em pauta. Ainda bem que se tornou, graças ao movimento feminista  e às redes sociais.

Como está sendo a mudança para o entretenimento? Me despedir do esporte foi especial e dolorido. Nunca imaginei fechar esse ciclo. Achei que fosse tirar mais de letra, mas o entretenimento me dá muita adrenalina, tenho uma folha em branco para escrever uma história muito legal. Para mim, o processo criativo é mais bacana do que estar no ar. Adaptar, colocar meu DNA e minha cara no trabalho é muito gostoso. Quero fazer um programa para dar um abraço pela televisão.

Temos discutido muito sobre a desconstrução  de família tradicional brasileira. Como você vê seu lugar no mundo em relação a isso?  Meu lugar no mundo é igual ao de qualquer outra pessoa. O melhor que posso fazer é viver naturalmente, assim como a família formada por pai, mãe, filho, filha e um cachorro Golden. Se é do bem, tem verdade e amor, é natural. É esse pensamento que impera em casa. Não incomodamos ninguém e nem atropelamos princípios e valores que são nossos. Não tem preconceito, figura ou autoridade que prove que estou fazendo algo  errado se minha consciência não me diz isso.

A maternidade te transformou? Muito. Quem tocou esse gatilho aqui dentro foi o Lucas, meu afilhado. Tinha 21 quando entendi que ele ia ficar mais com a gente. Vivia uma batida muito louca, era estagiária, estava na faculdade e tive duas úlceras. Ele me ajudou a entrar nos trilhos. Aprendi a tirar tempo, força e vontade de onde achava que não existia. E aí, depois, veio o Gabriel, que é um espoleta, chegou bagunçando a casa. A gente tem um código de que família é o que a gente ama. Não importa se vem da barriga, a pé ou de helicóptero. É preciso acreditar em alguma coisa além da Terra para entender a conexão e o amor que existe entre mãe e filho.

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