Começa depoimento de juiz envolvido em polêmica em Imperatriz

O juiz Marcelo Baldochi está prestando depoimento neste momento no Fórum do município de Imperatriz, no Maranhão. O depoimento do juiz aos corregedores do Tribunal de Justiça do Maranhão estava marcado para as 9h00, mas ele chegou atrasado. Marcelo Baldochi deu voz de prisão a três funcionários da TAM no último dia 6 no aeroporto de Imperatriz, após se atrasar para o embarque. Ele se recusou a falar com a imprensa.

Os corregedores têm o prazo máximo de 30 dias para concluir os trabalhos de apuração. Outras cinco pessoas que testemunharam a discussão também devem prestar depoimento nesta terça.

Entenda
Três funcionários da TAM foram mandados ao Plantão Central da Polícia Civil de Imperatriz após receberem ordem de prisão do juiz. Segundo depoimento prestado pelos funcionários na delegacia, o magistrado teria ordenado a prisão dos funcionários ao ser impedido de entrar em uma aeronave, minutos após os procedimentos de embarque serem encerrados.

Em 2007, Marcelo Baldochi assinou um termo de ajustamento de conduta em que se comprometeu a não maltratar os empregados e pagou R$ 38 mil em direitos trabalhistas. Na época, o Conselho Nacional de Justiça determinou que o Tribunal de Justiça do Maranhão abrisse processo administrativo contra o juiz, mas uma liminar do Supremo Tribunal Federal suspendeu a decisão.

A Ordem dos Advogados do Brasil entrou com uma representação contra o juiz por causa de denúncias como humilhação e tentativas de dificultar o trabalho dos advogados na região. No dia 11, a Ordem dos Advogados do Brasil seccional Maranhão (OAB-MA) entrou com representação junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o juiz. De acordo com o presidente da OAB-MA, Mário Macieira, são recorrentes as denúncias contra Baldochi por desrespeito às prerrogativas do advogado. Segundo presidente, é dever do magistrado manter conduta irrepreensível na vida pública e particular razão pela qual a seccional protocolará representação perante o CNJ para que se manifeste sobre o caso.

você pode gostar também Mais do autor

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.