Brasil perde 42 mil km² de vegetação nativa em um ano, diz relatório

A agropecuária é a principal atividade responsável pelo desmatamento. A Bahia está em quinto lugar no ranking de perda de vegetação

Nos últimos três anos o Brasil perdeu uma área de 42 mil km² de vegetação nativa, algo equivalente a quase um estado inteiro do Rio de Janeiro. Essas informações constam no Relatório Anual de Desmatamento no Brasil, do MapBiomas, divulgado neste domingo (17).

De acordo com o site UOL, no ano passado foram destruídos 16.557 km² o que corresponde a um aumento de 20% de desmatamento em área se comparado ao ano de 2020, e o estado mais atingido foi o Pará. “Com uma média diária de 191 novos eventos, a área de desmatamento por dia em 2021 foi de 4.536 hectares —ou 189 hectares por hora”, diz o resumo do relatório.

Ainda segundo o documento,  77% da área total desmatada está em imóveis rurais cadastrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR). “Isso significa que, em pelo menos 3/4 dos desmatamentos, é possível encontrar um responsável”, diz o MapBiomas. Ao todo, foram 59.181 imóveis com desmatamento detectado no país em 2021 —0,9% dos imóveis rurais cadastrados no CAR até o ano passado. Destes, 19 mil são reincidentes.

Pela primeira vez, o relatório trouxe o ranking das atividades que mais desmatam a vegetação nativa do país. A agropecuária foi confirmada como a principal algoz e a região da Amazônia como a principal área desmatada, tendo perdido 977 mil hectares de mata só no ano passado . Mas, o dado que chamou atenção foi para a preservação das Terras Indígenas, que foram as menos afetadas pelo desmatamento nos últimos três anos. Para os pesquisadores isso “reforça a importância desses territórios para a preservação ambiental”.

Em relação aos estados, o Pará foi o mais afetado em números absolutos e a Bahia aparece ocupando o quinto lugar no ranking, com uma perda de 152 mil hectares. Os cinco estados com mais desmatamento e que responderam por 55% de toda a vegetação destruída em 2021 são: Pará, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão e Bahia.

“Para resolver o problema da ilegalidade é necessário atacar a impunidade. O risco de ser penalizado e responsabilizado pela destruição ilegal da vegetação nativa precisa ser real e devidamente percebido pelos infratores ambientais”, disse o coordenador do MapBiomas, Tasso Azevedo. Ele acredita que a atuação deva ser feita em três frentes.  “É necessário assegurar que todo desmatamento seja detectado e reportado; que todo desmatamento ilegal receba ação de responsabilização e punição dos infratores; e que o infrator não se beneficie da área desmatada ilegalmente e receba algum tipo de penalização”, finalizou.

Fonte: Bnews

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