Bovespa fecha em queda; ações da Embraer recuam quase 15%

principal índice de ações da bolsa de valores, a B3, fechou com leve recuo nesta quinta-feira (5), com destaque para a queda das ações da Embraer, após anúncio de acordo com a Boeing, que prevê criação de uma nova empresa avaliada em US$ 4,75 bilhões.

O Ibovespa recuou 0,25%, a 74.553 pontos. Veja mais cotações. Na mínima, o índice marcou 73.755 pontos e, na máxima, foi a 75.126 pontos.

As ações da Embraer recuaram 14,29% com os investidores reagindo mal ao acordo. Na véspera, os papéis da empresa haviam subido 3,73%, negociados a R$ 26,95.

Os analistas do banco BTG Pactual dizem que o valor de negócio ficou abaixo do esperado para o segmento de aviação comercial, mas ainda veem espaço de alta para os papéis dos preços atuais.

O recuo das ações da Embraer neste pregão também pode ser explicado por uma realização de lucros, depois das fortes altas provocadas pela perspectiva do acordo, segundo Jason Vieira, da consultoria Infinity Assets.

Até a véspera, as ações da Embraer acumulavam alta ao redor de 35% em 2018.

Na bolsa de valores de Nova York, as ações da Embraer caíam 10,34%, a US$ 23,50. Na véspera, fecharam em alta de 4,92%, a US$ 26,21.

Já as ações da Boeing estavam estáveis e tinham alta de 0,08%, a US$ 333,20. Na véspera, fecharam em queda de 0,94%, a US$ 332,93.

Outros destaques

A queda da bolsa de valores marcou uma interrupção de cinco dias com ganhos seguidos. Além do noticiário corporativo, os investidores seguiram acompanhando o quadro político local bastante incerto.

“A bolsa vem de cinco pregões em alta, sem muitas novidades no cenário, assim, há espaço para alguma realização de lucros”, disse à Reuters o analista Vitor Suzaki, da Lerosa Corretora. Nos cinco pregões anteriores, o Ibovespa acumulou elevação de 5,85%.

A Câmara dos Deputados também concluiu na quarta-feira a aprovação de um projeto de lei que promete abrir caminho para a realização do megaleilão de áreas para a produção de petróleo do pré-sal, ainda neste ano, além de viabilizar um acordo entre Petrobras e União necessário para o certame. Fonte G1

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