Aumenta índice de violência contra crianças e adolescentes em Imperatriz

Aumenta o índice de denúncias de violência e abuso sexual contra crianças e adolescentes no município de Imperatriz, a 626 km de São Luís. Em 2017 foram realizados 330 atendimentos; 158 casos foram registrados nos seis primeiros meses do ano. Já em 2018 na cidade, entre janeiro e julho, foram registradas 208 denúncias, segundo o Atlas da Violência.

Metade das vítimas de estupro no Brasil são crianças, segundo o Atlas da Violência deste ano. Em Imperatriz existe uma rede de proteção. O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) que faz parte deste círculo oferece atendimento psicológico as vítimas, já que a maioria dos agressores tem algum grau de parentesco com a criança.

A coordenadora do Creas em Imperatriz, Juscilene Reis, revela que os crimes de abuso sexual com crianças em Imperatriz são em sua maioria com crianças com idades entre quatro e nove anos. “A gente sabe que realmente esses crimes que estão acontecendo aqui em Imperatriz são com crianças de quatro anos, de seis, de sete, de oito e nove anos, e quando se trata de 12, 13 anos já são adolescentes e os próprios adolescentes já estão procurando o próprio sistema de garantia para denunciar”.

Uma arma importante na luta contra a violência a crianças e adolescentes é quebrar o silêncio. O Disque 100 é a principal fonte de denúncia da Delegacia Especializada, mas os casos também podem ser denunciados por meio do Conselho Tutelar, Defensoria Pública, Ministério Público e Vara da Infância e Juventude.

Em 2018 a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente instaurou 28 inquéritos em Imperatriz. Desse total 17 estão relacionados a estupro de vulnerável. Todas as denúncias são investigadas pela delegacia e a vítima é ouvida por um psicólogo.

O delegado Regional, Eduardo Galvão, diz que toda informação contra um suspeito de abuso sexual contra crianças ou adolescentes é sempre checada e na maior parte da situação é instaurado o inquérito. “Toda informação repassada pelo Disque 100 ela é checada, se instaura o inquérito policial e nem sempre ao final das investigações há justa causa para se dar prosseguimento as investigações, não se encontrando o elemento, mas quase a totalidade de denúncias formuladas a gente consegue constatar a veracidade do informe e indiciar o acusado”, finalizou.

Em 2018 a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente instaurou 28 inquéritos em Imperatriz (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Em 2018 a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente instaurou 28 inquéritos em Imperatriz (Foto: Reprodução/TV Mirante) FONTE G1

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