Atentado em Londres:Mãe de terrorista condena atrocidades do filho

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Protegida pela polícia britânica por medo de represálias ao ataque terrorista da última quarta-feira, a mãe de Khalid Masood quebrou o silêncio e condenou o ato radical do filho. Até o momento, segundo os agentes britânicos que cercam a parente, Janet Ajao estava “triste demais” para comentar o episódio. Em declaração divulgada nesta segunda-feira, ela ressalta condenar as ações do filho e diz não apoiar “as crenças que ele manteve e que o levaram a cometer tal atrocidade”.

“Estou tão profundamente chocada, entristecida e entorpecida pelas ações que meu filho tomou, que mataram e feriram pessoas inocentes em Westminster”, declarou Janet, que deu à luz aos 17 anos.

Desde que descobriu a autoria do crime, ela diz ter derramado “muitas lágrimas” pelas pessoas envolvidas no que chamou de “horrendo incidente”. A ideia do comunicado, como ela ressalta, é deixar claro que não desculpa o ataque nem compactua com as ideias radicais do filho.

Antes de ser protegida pela polícia britânica, Janet teve a casa revistada. Mais tarde, os agentes confirmaram que ela não seria investigada como suspeita. Ela vive na aldeia rural de Trelech, em Carmarthenshire, a mais de 320 quilômetros de distância da cena de terror.

Perfil e histórico do terrorista doméstico

O homem apontado pela polícia de Londres como autor do ataque nos arredores do Parlamento britânico foi identificado como sendo o britânico Khalid Masood, de 52 anos

“Masood não era alvo de nenhuma investigação em curso nem havia qualquer informação sobre sua intenção de realizar um ataque terrorista”, disse a Scotland Yard, a polícia metropolitana de Londres.

“Mas ele era conhecido pela polícia e tinha uma série de condenações prévias por agressões, porte ilegal de arma e crimes contra a ordem pública.”

A história de seu nome é confusa. Após seu nascimento, no dia de Natal de 1964, ele foi registrado como Adrian Russell Elms – este último era o sobrenome de solteira de sua mãe.

Dois anos depois, porém, ela se casou com um homem cujo sobrenome era Ajao. Adrian alternaria o uso dos dois sobrenomes antes de se converter ao Islã e mudar seu nome para Khalid Masood – ainda não está claro quando isso ocorreu.

Nascido no condado de Kent, no sul da Inglaterra, ele morava até recentemente em Birmingham, região central do país. Tinha três filhos e dizia ser “professor”, mas a BBC apurou que ele não trabalhou em escolas públicas da Inglaterra. Acredita-se que possa ter recebido treinamento para ensinar inglês a estrangeiros em cursos privados.

A mãe de Masood e seu marido vivem atualmente no País de Gales. A casa deles foi revistada pela Unidade de Extremismo e Contraterrorismo, mas o casal não foi tratado como suspeito, segundo as autoridades.

Três condenações

Massod foi condenado pela primeira vez em novembro de 1983, aos 18 anos de idade, por danos a propriedade.

Em 2000, quando vivia em Northiam, no sul do país, foi preso por dois anos após admitir ter atacado um homem com uma faca depois de uma briga em um pub.

Segundo a imprensa local, ele atacou a vítima e cortou seu rosto. O homem, chamado Piers Mott, já morreu, mas sua viúva diz que ele estava apenas defendendo um funcionário.

No julgamento, foi dito que Masood – ainda conhecido como Adrian Elms – estava respondendo a um insulto racista e tinha sido marginalizado na cidade.

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