Após assalto a banco, moradores reclamam de dificuldades para realizar serviços em Arame

Após um assalto a agência do banco Bradesco no último domingo (9), moradores em Arame, a 476 km de São Luís, estão encontrando dificuldades para realizar serviços que eram feitos na agência da cidade. Esse foi o terceiro assalto a bancos ocorrido no Maranhão em menos de 15 dias.

Com a explosão, Arame não tem mais serviço bancário e a única lotérica que havia no local está fechada há dois meses desde que o proprietário foi assaltado. Após esse roubo, a única alternativa para pagar contas de alto valor ou sacar dinheiro é viajando para as cidades próximas como Grajaú e Buriticupu que ficam cerca de 100 km de distância de Arame.

O funcionário público, Osmar da Silva, conta que o Estado precisa tomar medidas protetivas no município. “As pessoas agora vão ter que se deslocar para a cidade mais próxima. Nós estamos preocupados com essa situação e pedimos urgência das autoridades para que façam algo e a cidade venha a funcionar depois desse acontecido”, reclamou.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública afirmou que a Polícia Militar (PM) e Polícia Civil (PC) estão fazendo cerco a quadrilha que assaltou a agência do Bradesco em Arame. A ordem é localizar e prender o bando como tem sido feito em episódios anteriores. A suspeita é que os criminosos sejam ligados a uma organização criminosa nacional.

A cidade tem uma delegacia com apenas quatro policiais militares e por isso não houve confronto com os criminosos que chegaram a disparar várias vezes contra a delegacia, deixando os veículos que estavam estacionados na porta do prédio perfurados pelas balas.

Veículo foi atingido durante assalto a agência bancária em Arame — Foto: Reprodução/TV Mirante

Veículo foi atingido durante assalto a agência bancária em Arame — Foto: Reprodução/TV Mirante

O locutor Antônio Félix comenta sobre a quantidade de policiais na cidade no momento em que ocorreu o assalto. “Se os policiais tivessem partido para um conflito contra os bandidos, muita gente teria morrido. Graças a Deus os reféns não foram machucados”, explicou.

Os bandidos chegaram na cidade em motocicletas e uma caminhonete por volta de 23h. Eles pegaram nove pessoas como reféns que foram liberadas horas depois entre Arame e Marajá do Sena. Um dos reféns, que não quis se identificar, conta que os bandidos estavam encapuzados e prometeram não agredir nenhum deles se colaborassem. “Pararam em um local e pediram para todo mundo descer, a gente desceu e o pessoal entrou no mato com medo deles atirarem. A gente só se acalmou quando viu que o farol do carro havia sumido”, relembrou.

Uma investigação em São Paulo apontou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) estava se preparando para resgatar Marcos Williams Herbas Camacho, o “Marcola”. O resgate custaria R$ 100 milhões e os assaltos a banco ocorridos desde novembro seriam para financiar essa operação. De acordo com o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, esse comando nacional estão arrecadando fundos para o resgate e a polícia do Maranhão está combatendo os assaltos.

Agência do Bradesco ficou completamente destruída após ação criminosa em Arame — Foto: Reprodução/TV Mirante

Agência do Bradesco ficou completamente destruída após ação criminosa em Arame — Foto: Reprodução/TV Mirante

GONTE G1

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