Africanos tentam conseguir documentação regular para permanecer no Brasil

O Governo do Maranhão montou esquema para assistir os estrangeiros e as primeiras providências foram tomadas ainda no Cais de São José de Ribamar, onde foram realizados os primeiros atendimentos médicos, servidas refeições e água, com apoio da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), que administra o espaço em parceria com a Prefeitura de Ribamar. A equipe multidisciplinar do Centro Estadual de Apoio às Vítimas (Ceav) também esteve prestando apoio psicológico. Em seguida foram atendidos na Unidade de Pronto Atendimento do Araçagi, na madrugada de domingo (20), apresentando quadro de desidratação.

Em conversa com Muctarr Mansaray, ele revelou que está se sentindo em casa. “Estamos muito felizes por todo acolhimento que estamos tendo aqui! Os médicos, as refeições e o tratamento de todos os profissionais com a gente tem sido excelente, estamos muito gratos com o apoio”, afirmou.

De acordo com o secretário de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves da Conceição,  não está sendo medido esforços para assistir os estrangeiros. “Nós estamos acompanhando de perto todos os trâmites e investigações da Polícia Federal e Ministério da Justiça e no que compete ao Estado, o Governo do Maranhão assumiu toda a responsabilidade do atendimento humanitário, que é dar direito à saúde, abrigo e alimentação. Todas as providências já foram tomadas quanto a isso”, disse.

O secretário esclareceu, ainda, sobre os motivos que levam a população a migrar para outros países. “Nesse caso que, aparentemente, foi migração forçada, já que eles alegaram que saíram dos seus países em busca de trabalho para seu próprio sustento, ou seja, condições econômicas e que podem ser agravadas em alguns casos, por efeitos de guerra e de conflitos étnico políticos que é o caso da África”, explicou.

A Sedihpop acompanha os indícios de tráfico de pessoas, por causa dos dois brasileiros identificados pela Polícia Federal como ‘coiotes’, que são agentes que conduzem os imigrantes pelas áreas de fronteira ilegalmente, mediante pagamento. “Acompanhamos para garantir a efetividade dos tratados internacionais, estamos tratando todos obedecendo os tratados internacionais do mesmo modo que nós queremos que os brasileiros sejam tratados em outros países”, comentou o secretário.

Ontem (21), representantes da Polícia Federal estiveram reunidos com os africanos, no Ginásio Costa Rodrigues, em São Luís. A eles foi explicado que o órgão vai dar entrada na solicitação de refúgio para todos. Além disso, vão receber uma documentação que vai servir para a retirada de documentos posteriores como a carteira de trabalho. Todos serão regularizados e poderão trabalhar e exercer os direitos civis aqui no Brasil como estrangeiros. Organizados em grupos de cinco eles estão sendo ouvidos pela Polícia Federal.

Intérpretes estão sendo disponibilizados para a realização dos depoimentos quanto aos próprios imigrantes, no sentido de auxiliar na organização da documentação para a regularização das suas situações no país.

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