Adolescentes da Funac participam de atividades do Setembro Amarelo

Os Centros Socioeducativos da Fundação da Criança e do Adolescente (Funac) promoveram, neste mês, diversas atividades referentes ao Setembro Amarelo, campanha de prevenção do suicídio. Os adolescentes foram orientados quanto ao amor e valorização da vida.

Para sensibilizar e conscientizar os socioeducandos durante a campanha Setembro Amarelo foram realizadas palestra, oficinas, rodas de conversa, aulas de dança e de capoeira nas 11 Unidades de atendimentos localizadas nos municípios de São Luís, Paço do Lumiar, Ribamar, Imperatriz e Timon. 

“Confeccionamos um mural que ficará na unidade, para apoio aos adolescentes, com mensagens das famílias. Quando eles sentirem qualquer sinal de desânimo ou mesmo alegria vão até o mural onde estará depositada a mensagem e terão a oportunidade de ler no intuito de se sentirem melhor e, cada vez mais, confiantes e próximos da família”, informa a coordenadora técnica do Centro Socioeducativo de Internação Provisória da Região Tocantina, Cybelle Cavalcante.

O Centro Socioeducativo de Semiliberdade de Timon desenvolve o Projeto “A Importância da Família no Processo de Socioeducação” e, neste mês, trabalhou junto aos socioeducandos e familiares a Campanha do Setembro Amarelo.  “O evento teve como foco conscientizar, trazer um diálogo aberto e esclarecedor para os participantes sobre uma problemática tão grave – o suicídio, e contou com a Psicóloga Clínica e Especialista em Gestão de Recursos Humanos com Coaching, Karolyne de Araújo Oliveira”, enfatiza Layza Lima, coordenadora do Centro. 

Em uma das palestrantes, a psicóloga Karolyne Araújo explicou que Setembro Amarelo é uma campanha de diálogos, de conscientização, de valorização da vida e tem que ser tratada com total importância e, não somente, em um mês, mas sim durante todo o ano.  Ela disse que é necessário trabalhar temas como depressão e suicídio com os adolescentes que estão em cumprimento de medidas socioeducativas, lembrando que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), eles estão dentro dos grupos de risco por serem homens, jovens entre 15 e 29 anos, e estarem privados de liberdade. 

“Muitos não conheciam a campanha Setembro Amarelo e, é justamente por isso, que é importante falar sobre suicídio. Eles podem estar passando por alguma crise, correrem risco. Por falta de informação e, muitas vezes, sem apoio familiar, não tem com quem falar, caindo em isolamento”, alerta Karolyne Araújo.

O socioeducando fala que o apoio é fundamental para quem está passando por um processo de depressão. “É necessário que a pessoa busque ajuda e desabafe sobre a situação em que se encontra”, comenta.

A coordenadora técnica do Centro Socioeducativo de Internação Provisória da Região dos Cocais, Gessyka Alencar, acredita que a prevenção é fundamental e a primeira medida preventiva é a educação. “É preciso perder o medo de se falar sobre o assunto. O caminho é quebrar tabus e compartilhar informações. Esclarecer, conscientizar, estimular o diálogo e abrir espaço para campanhas contribuem para tirar o assunto da invisibilidade e, assim, mudar essa realidade”, diz. 

“Precisamos conscientizar as pessoas que o suicídio é algo que permeia nosso cotidiano e falar sobre a temática contribui muito para salvar vidas. Às vezes as pessoas só querem ser ouvidas. Vamos nos disponibilizar mais para ouvir o outro. Quem comete suicídio não quer morrer, apenas matar a sua dor”, afirma a diretora do Centro Socioeducativo de Semiliberdade Semear, Geriane Silva.

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