Capetinha presta depoimento na PF

O ex-jogador da seleção brasileira Edílson, investigado na Operação Desventura, deflagrada na última sexta-feira, prestou depoimento na sede da Polícia Federal nesta segunda, em Goiânia. Ele falou por pouco mais de três horas e voltou a negar qualquer tipo de envolvimento com uma quadrilha especializada em fraudar pagamentos de prêmios de loterias da Caixa Econômica Federal (CEF).

De acordo com o procurador do Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO), Hélio Telho, Edílson tinha relacionamento próximo com um dos chefes da quadrilha e recebia instruções sobre como deveria proceder para aliciar os gerentes de banco. O MPF chegou a pedir a prisão do ex-jogador, mas a Justiça Federal negou. Em Goiânia, Edílson negou envolvimento com o esquema e afirmou que paga o preço por ser famoso.

– Não tenho participação nenhuma. Sofro por ser conhecido e famoso. Muita gente acaba ligando e oferecendo coisas. Mas estou com a consciência tranquila – disse o ex-jogador.

A assessoria de imprensa da Polícia Federal afirmou que Edílson chegou à sede do órgão no setor Bela Vista, em Goiânia, às 14h10. O depoimento começou às 15h. A PF informou ainda que foi cumprido mandado de busca e apreensão na casa do ex-jogador, na Bahia. Mesmo assim, o próprio Edílson se dispôs a prestar esclarecimentos na sede da Polícia Federal em Goiás, estado que comanda a investigação.

– Fiz meu papel de cidadão, fiz questão de vir para ajudar na investigação. Isso é prejudicial a mim e à minha carreira, tenho serviços prestados ao Brasil. Não vou deixar meu nome ser jogado no lixo assim. Tudo vai ser resolvido – disse Edílson.

Operação desventura

O ex-jogador está entre os investigados pela Polícia Federal na Operação Desventura, deflagrada na última sexta-feira (11). Agentes da PF estiveram na residência do ex-jogador para cumprir mandado de busca e apreensão e apreenderam discos rígidos e computadores. Edílson negou qualquer envolvimento.

No total, foram expedidos 54 mandados judiciais contra o grupo em Goiás, na Bahia, São Paulo, Sergipe, Paraná e no Distrito Federal. Segundo assessoria de imprensa da PF, 13 destes mandados eram para prisões preventivas e temporárias, sendo seis em Goiás. No total, 10 pessoas já foram detidas, incluindo três no estado. Já do total de 22 mandados de conduções coercitivas, 19 foram cumpridos. Os 19 de busca e apreensão foram todos realizados.

Segundo a corporação, a investigação, iniciada em outubro do ano passado, apontou que o esquema criminoso contava com a ajuda de correntistas da Caixa Econômica Federal, que eram escolhidos pela quadrilha por movimentar grandes volumes financeiros e que também seriam os responsáveis por recrutar gerentes do banco para a fraude. Ainda segundo a PF, quando os criminosos estavam de posse de informações privilegiadas, entravam em contato com os gerentes para que eles viabilizassem o recebimento de prêmios não retirados por meio de suas senhas, validando, de forma irregular, os bilhetes falsos.

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