Valdinar denuncia abandono de Icatu e falta de escolas em Imperatriz

O deputado Valdinar Barros (PT) disse na manhã desta quinta-feira (6), que povoados do município de Icatu, um dos mais antigos do Estado, vivem uma situação de abandono total faltando até mesmo energia elétrica e poço artesiano nestas comunidades.

O deputado relatou a precariedade das vias de acesso para estes locais e a desilusão dos moradores na classe política. Valdinar chegou tomar o relato de um idoso morador destas localidades “Ouvi um depoimento de um senhor de 78 anos de idade e ele me dizia: ‘deputado, eu não vou votar mais, porque desde os 18 anos eu voto. Hoje tenho 78 anos e nossas comunidades ainda estão nessa situação’”. Barros acrescentou que uma escola só não caiu porque foi recuperada em forma de mutirão pela comunidade.

Durante a visita aos povoados de Boca da Mata Timbó, Santa Rosa, Bom Sucesso e Prata, o deputado diz ter constatado um quadro vergonhoso e que indica a falta de compromisso dos prefeitos que passaram pela cidade com o bem estar da população. “Icatu tem mais de 300 anos. Se fizer as contas, de quatro em quatro anos tem um prefeito, quantos prefeitos passaram naquela cidade? E essas comunidades vivem em estado de abandono”, alertou.

EDUCAÇÃO

Valdinar também fez críticas ao governo Roseana Sarney (PMDB), principalmente na área da educação. Ele protestou contra problemas decorrentes da falta de escolas na zona rural de Imperatriz. Segundo o parlamentar quatro anexos de escolas nas comunidades de Olho d’Água dos Martins, Coquelândia, Petrolina e Vila Conceição, povoado de origem do deputado, foram desativados.

Barros disse que enquanto militante petista enfrenta uma situação constrangedora perante estas comunidades, pois assim que um correligionário [Anselmo Raposo] assumiu a Secretaria de Educação os quatro anexos foram fechados. “Aí eu vou à comunidade e perguntam: ‘Valdinar, e agora, foi só um rapaz do PT entrar, acabaram as nossas extensões’? Como é que nós vamos responder, para essa comunidade que fica a 55 km de Imperatriz e os pais não têm como pagar, bancar o transporte para carregar os alunos do 2º Grau”, reclamou.

Ele afirma que as comunidades ficam distantes de Imperatriz e os pais dos alunos que estudavam nos anexos desativados não têm condições de pagar o transporte para os filhos chegarem até as escolas em Imperatriz. “Só em Petrolina temos mais de 100 alunos. Então, é este governo que quer cuidar das pessoas, abandonando, tirando o pouquinho que eles conseguiram com luta?”, questionou.

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