SENADOR MENTE

Virgílio usa  o irmão de Alexandra   Tavares

e volta a mentir  no Conselho de Ética

O senador  Arthur Virgílio (PSDB-AM) apressou-se  em rebater o discurso do presidente José Sarney (PMDB). Aproveitou um ponto: questionou  a informação de Sarney dando conta de não ter nomeado Rodrigo Cruz no Senado. Com apoio da imprensa e blogs demo-tucanos (Noblat no meio),  o senador disse que o personagem em questão era o genro do ex-diretor geral Agaciel Maia, de cujo casamento Sarney foi padrinho. Por isso, o presidente havia “mentido”.

O jornal O Estado de S. Paulo apressou-se em divulgar a foto acima para sustentar o factóide do falso moralista do Amazonas. O que Virgílio não se apercebeu, na ânsia de sair acusando os outros sem provas para desviar a atenção de suas enroladas no Senado, foi que o cidadão ao qual Sarney se referia se chama Rodrigo Miguel Cruz. Ele é irmão da ex primeira-dama do Maranhão Alexandra Tavares e foi nomeado no gabinete da ex-senadora Roseana Sarney (PMDB). É este Rodrigo Cruz usado pelo PSOL na representação contra Sarney.

O outro (da foto) é Rodrigo Luiz Lima Cruz, este sim genro de Agaciel. Ele foi nomeado em 2006 para o  gabinete do ex-senador Maguito Vilela (PMDB-GO). Em 2007, foi transferido para o Interlegis em ato assinado pelo ex-presidente Renan Calheiros (PMDB-AL). Mesmo assim, Sarney não o conhece. Quem ele conhece é a família da noiva. Com se vê, mais uma denúncia maluca.

“De fato não conheço o senhor Rodrigo Miguel Cruz, que trabalhava no gabinete da senadora Roseana Sarney. É este que está relacionado na denúncia do PSOL [que tramita no Conselho de Ética]. O genro do senhor Agaciel chama-se Rodrigo Luiz Lima Cruz e nem foi citado na representação”, explicou o presidente em nota à imprensa..

 

Outros casos

Na nota, ele sustenta que não conhece Luiz Cantuária, ex-deputado federal e ex-candidato a prefeito no Amapá. Segundo Sarney, Cantuária é conhecido como Lucas Barreto, por isso desconhecia sua outra identidade. “Trata-se de pessoa que nunca conheci com esse nome, e sim como Lucas Barreto, como é conhecido por todos no Amapá”, afirmou.

Sarney afirma ainda que os nomes de pessoas nomeadas para o Senado Federal, mencionadas em seu discurso, estão citados em representações contra ele encaminhadas ao Conselho de Ética. “O fundamental foi demonstrar que não se tratava de nomeações feitas por mim, não me cabendo, portanto, responsabilidade sobre elas”, afirmou.

Segundo o senador, a Constituição Federal determina que “nenhuma responsabilidade vai além do acusado, não se transfere a outrem” – por isso ele afirmou em seu discurso que as contratações de alguns dos servidores atribuídas a ele são de responsabilidade de outros parlamentares. “Refuto as insinuações de nepotismo cruzado, citando mais uma vez as testemunhas disponíveis. A bem da verdade, não se deve dar às ilações a aparência de fatos”, ressalta.

Neto

O presidente do Senado ainda esclarece, na nota, que já explicou em seu discurso a relação de seu neto José Adriano com a Casa. O neto do senador possui empresa que operava crédito consignado no Senado – com supostas irregularidades nas movimentações financeiras. “Eu expliquei no discurso, com documentos, toda a sua relação com o HSBC e deste com o Senado. O resto são considerações pessoais e ilações sem importância, )que não me cabe contestar”, diz na nota.(  Com informações do blog de Décio Sá, no Imirante)

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