POLITICA

Crise no Senado

Sarney  descarta renúncia e se

 diz confiante com a situação

 

BRASÍLIA – Depois de presidir parte da sessão desta segunda-feira (3) em plenário, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou que está “confiante” e deu a entender que não vai renunciar. Questionado sobre seu estado de espírito, o peemedebista disse que está “muito bom”. “Nunca deixei de estar confiante”.

 

 

O presidente do Senado também foi questionado sobre o suposto apoio à renúncia por parte de seu filho, Fernando Sarney. “Isso não existe.” A afirmação também foi feita pelo líder do PMDB, Renan Calheiros (AL). “Não existe isso de renúncia. Sarney está firmíssimo”.

 

 

Alvo de várias denúncias na crise administrativa que assola o Senado, Sarney tem sido pressionado por parte dos seus colegas para deixar o cargo até o final das apurações. Mas também conta com o apoio da base governista para permanecer.

 

 

“Por mim ele fica”, disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). “O caminho para acabar com a crise não é sacrificar nem o presidente Sarney nem ninguém, é mudar procedimentos. Na Idade Média é que se fazia sacrifício”.

 

 

Nesta segunda, Sarney divulgou uma nota, por meio de sua assessoria, em que diz que seu filho “tem sido vítima de cruel e violenta campanha infamante” por parte do jornal “O Estado de S.Paulo”.

 

 

Nas últimas semanas, o jornal divulgou trechos de gravações feitas no âmbito da operação. O conteúdo incluía, por exemplo, conversas de Sarney discutindo com seu filho a nomeação do namorado de sua neta Maria Beatriz para um cargo no Senado.

 

 

No último dia 31, o desembargador Dácio Vieira, do TJ (Tribunal de Justiça) do Distrito Federal, proibiu o jornal de publicar qualquer informação relativa à operação. A decisão foi criticada pela ANJ (Associação Nacional de Jornais).

 

 

 

 

 

               COLLOR  E RENAN CRITICAM SIMON

 

                E DEFENDEM PRESIDENTE DO SENADO

 

 

O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL)  criticou duramente  o senador Pedro Simon e se recusou,ontem, a retirar os termos ofensivos dirigidos ao senador do Rio Grande do Sul, durante discussão no plenário do Senado. Collor pediu que Simon “engula” suas palavras e as “digira como achar conveniente” quando for mencionar o seu nome.

 

“Eu quero lamentar os termos pelos quais eu tive que canalizar a minha indignação. Lamento, mas não os retiro. Os que pedem para que o faça não sofrem o que eu venho sofrendo. Não posso retirar uma palavra do que aqui disse”, afirmou.

 

Os senadores Garibaldi Alves (PMDB-RN) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) pediram que Collor retirasse as palavras ofensivas a Simon. O ex-presidente da República disse, porém, que não vai retirar as palavras porque há muitos anos vem sistematicamente se mantendo calado sobre “incoerências” de Simon.

 

“O senador que estava na tribuna [Simon] repete que estive com ele, visitando-o, convidando-o para ser meu candidato a vice-presidente na campanha ao Palácio do Planalto. Isso não é verdade. Ouvi isso dele algumas vezes, mas por condescendência deixei passar. Naquela época, para ser meu vice, tinha que ser alguém de Minas Gerais. Não adiantaria chover em chão molhado. Nunca me passou pela cabeça, por mais mérito que possua, convidá-lo para fazer parte da minha chapa ou qualquer outra coisa”, disse Collor.

 

 

 

 

Em discurso no qual defendeu o afastamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), Simon disse que Collor havia lhe chamado para ser seu vice-presidente na chapa que o elegeu presidente da República em 1989. Irritado com a menção do peemedebista, Collor reagiu e partiu para o ataque contra Simon.

 

Collor disse que, se Simon voltar a mencionar o seu nome no plenário, ele está disposto a subir na tribuna para defender a sua história. “Que esse senador, por favor, não cite mais o meu nome sob pena de estar aqui novamente para oferecer a ele meu aparte, minha indignação pela forma que ele se dirige aos meus companheiros”, afirmou.

 

Assim como Collor, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) também trocou ofensas no plenário com Simon depois que o peemedebista defendeu o afastamento de Sarney. Renan disse que Simon age de maneira “ambígua” porque defende a renúncia de Sarney publicamente, mas fez sucessivos apelos para que o peemedebista lançasse sua candidatura à presidência do Senado.

 

“Tudo o que faz no particular, nos debates internos, é a coerência que Vossa Excelência precisava ter. Eu conheço Vossa Excelência, os dois pesos e duas medidas que Vossa Excelência usa”, disse Renan.

 

 

 

Collor aproveitou a troca de ofensas no plenário para fazer o que chamou de “reparo histórico” do período em que foi afastado da presidência da República. O ex-presidente disse que, assim como Sarney, foi vítima de uma ação orquestrada pela mídia para se afastar do cargo.

 

O petebista acusou a revista “Veja” de forjar provas contra o seu governo com o objetivo de afastá-lo da Presidência. Collor também disse que o movimento dos “cara pintada” foi estimulado pela imprensa para tirá-lo do poder.

 

“Eu hoje defendo a permanência do presidente Sarney nesta casa. Não há ninguém com mais experiência para dirigi-la do que ele: duas vezes presidente desta Casa e presidente da República. Eu já passei por isso, sei como essas coisas são mordidas, fabricadas, vazadas, sei como essas coisas correm no subterrâneo dessa imprensa que deseja que [o Senado] se agache a eles, que acham que podem mandar em Casa democrática, livre e independente como o Senado”, afirmou Collor.

 

 

 

 

 

Sarney diz que ação contra

 ‘Estado’ foi decisão de seu filho

 

 

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), demonstrou apoio a seu filho, o empresário Fernando Sarney, na ação judicial que proíbe o jornal O Estado de S.Paulo e o estadao.com.br de publicar reportagens que contenham informações da Operação Faktor, mais conhecida como Boi Barrica. Em nota divulgada nesta segunda-feira, 3, José Sarney disse que seu filho tem sido vítima do jornal e que, com o pedido de proibição, apenas exerceu seu direito de cidadão, por o que não pode condená-lo.

 

 

 

 

 

“Não fui consultado sobre essa iniciativa, de exclusiva responsabilidade dele (Fernando Sarney) e de seus advogados, e por isso é uma distorção de má fé querer me responsabilizar pelo fato”, afirma a nota, assinada por Sarney. “Todo o Brasil é testemunha de minha tolerância e minha posição a respeito da liberdade de imprensa, nunca tendo processado jornalista algum”, completa o presidente do Senado, que enfrenta diversas denúncias sobre envolvimento com atos secretos na Casa.

 

 

 

De acordo com Sarney, seu filho Fernando “tem sido vítima de cruel e violenta campanha infamante por parte de O Estado de S.Paulo”. “Na defesa de seu direito, por seus advogados, (Fernando) entrou na Justiça contra O Estado de S.Paulo, uma vez que ninguém é privilegiado com imunidade contra a lei. Não discuto a demanda, mas não posso condená-lo por exercer seu direito de cidadão”, afirma o presidente do Senado.

 

 

 

A proibição foi consolidada pelo desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), na última sexta-feira, a pedido de Fernando Sarney. Vieira determinou que o descumprimento da aplicação acarretará em uma de multa de R$ 150 mil – por “cada ato de violação do presente comando judicial”, isto é, para cada reportagem publicada.

 

 

 

Lei a nota de Sarney na íntegra:

 

 

 

“A respeito da medida judicial prolatada contra o jornal Estado de S.Paulo, venho esclarecer o seguinte:

 

 

 

1. Meu filho Fernando Sarney, com 53 anos de idade, tem sido vítima de cruel e violenta campanha infamante por parte de O Estado de S.Paulo.

 

 

 

2. É empresário, tem sua vida, família, sua independência.

 

 

 

3. Na defesa de seu direito, por seus advogados, Fernando entrou na Justiça contra O Estado de S.Paulo, uma vez que ninguém é privilegiado com imunidade contra a lei. Não discuto a demanda, mas não posso condená-lo por exercer seu direito de cidadão

 

 

 

4. Não fui consultado sobre essa iniciativa, de exclusiva responsabilidade dele Fernando Sarney e de seus advogados, e por isso é uma distorção de má fé querer me responsabilizar pelo fato

 

 

 

5. Todo o Brasil é testemunha de minha tolerância e minha posição a respeito da liberdade de imprensa, nunca tendo processado jornalista algum.

 

 

 

José Sarney”

 

  HOLANDA CRITICA E MILHOMEM

 

   DEFENDE GOVERNO ROSEANA       

 

 

Em pronunciamento feito na sessão desta segunda-feira (3) da Assembleia Legislativa, o deputado Edivaldo Holanda (PTC) denunciou um suposto esquema, orquestrado dentro da Secretaria de Estado da Saúde, com o objetivo de privatizar todo o setor público de Análises Clínicas e de Radiologia do Estado.

 

Holanda apresentou na tribuna da AL um documento, elaborado por representantes do Sindicato dos Farmacêuticos e Bioquímicos do Maranhão e por funcionários públicos do próprio setor de Análises Clínicas, relatando o caso.

 

O documento traz a informação de que a “operação” para privatizar toda a rede de Análises Clínicas (laboratórios públicos) e de Radiologia já teve início. Segundo o deputado, o setor de Radiologia do Hospital Geral, por determinação do secretário Ricardo Murad (Saúde), já está sob a responsabilidade do médico Expedito Bacelar, proprietário do Hospital Centro Médico e que, segundo Holanda, é irmão do secretário adjunto de Saúde do Estado, Luís Henrique Bacelar.

 

“Não existe justificativa técnica nem administrativa para este ato. A única explicação que vejo é a barganha política. O governo ilegítimo de Roseana Sarney está fazendo isso para obter vantagens políticas”, afirmou Edivaldo Holanda.

 

De acordo com o deputado, o setor possui profissionais qualificados que, com a privatização, poderão ter perdas significativas – inclusive salariais. Além disso, conforme denunciou Holanda, a privatização prevê a utilização, por parte da iniciativa privada, de toda a estrutura (inclusive os equipamentos) dos laboratórios públicos do Estado. “Os laboratórios públicos do Estado dão um lucro mensal ao governo de mais de R$ 1 milhão. Um exame clínico, conforme tabela do SUS, é feito gratuitamente pelo valor de R$ 4,00. Os laboratórios particulares irão cobrar R$ 6,00. Ou seja, volto a repetir, não existe justificativa plausível para este abuso que o governo, através da Secretaria de Estado da Saúde, está querendo fazer”, disse.

      MILHOMEM DEFENDE GOVERNO

Na próxima quarta-feira, a denúncia feita por Edivaldo Holanda será encaminhada à Comissão de Saúde da AL. O encaminhamento foi solicitado pelo próprio presidente da Comissão, deputado Arnaldo Melo (PSDB). “A denúncia é grave e tem que ser verificada. Neste primeiro momento, iremos analisar todas as informações prestadas pelo deputado Edivaldo Holanda. Em seguida, iremos ouvir os representantes do Sindicado dos Farmacêuticos e funcionários dos laboratórios públicos”, explicou Melo.

 

 

 

Líder do bloco parlamentar que presta apoio ao governo do Estado na Assembleia, o deputado Tatá Milhomem (DEM) classificou como inverdades a denúncia feita por Edivaldo Holanda. “Acredito que o deputado Edivaldo, no afã de querer desestabilizar o governo, está acreditando nessas inverdades”, disse.

 

Milhomem sugeriu ao próprio Edivaldo Holanda a convocação do secretário Ricardo Murad para prestar esclarecimentos sobre o assunto na Assembleia. “É importante frisar que o que o governo Roseana está fazendo é reverter a situação calamitosa da saúde maranhense deixada pelo ex-governo que foi cassado”.

 

 

 

 

Câmara Municipal vai

retomar a Agenda 21

 

Ao fazer pronunciamento de saudação do reinício dos trabalhos da Câmara Municipal de São Luís, a vereadora Rose Sales (PCdoB) afirmou, na manhã desta segunda-feira, (03), que o primeiro semestre teve característica marcante, de participação popular, que terá continuidade no atual período legislativo, destacando a criação da Comissão de Gestão Ambiental, anunciando que serão envidados esforços para a retomada da Agenda 21, discussão do Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Paisagem Urbana.

No entendimento de Rose Sales, é de grande importância que o Legislativo Ludovicense tenha uma participação efetiva no processo de retomada da Agenda 21, por se tratar de uma ferramenta onde as questões relacionadas ao meio ambiente são o objeto de intensas discussões, envolvendo os vereadores e diversos segmentos da sociedade, através de órgãos públicos e entidades representativas da comunidade. 

Unidade

Já o vereador Lourival Mendes (PTdoB) frisou que “esta Casa tem se transformado numa barreira intransponível para aqueles que tentam tripudiar em cima dos interesses da população”, ao tempo que parabenizou seus colegas pela posição de “firmes e unidos todos nós 21 vereadores na defesa dos interesses da população, fez com que pudéssemos engrandecer esse parlamento, onde discutimos e buscamos contribuir para solucionar os problemas que nos angustiam, e que são fonte de fortaleza para suportar as mazelas e discrepâncias sociais, no contexto de relações imperfeitas da sociedade”.  

 

 

MP pede punição para

ex-presidente do TJ

 

 O Ministério Público Estadual entregou à Justiça, nesta segunda-feira (3), duas ações penais, pedindo a punição de envolvidos em crimes de enriquecimento ilícito e formação de quadrilha.

Uma ação é contra a ex-analista judiciária Maria Bernadete Lima. Ela é acusada de ter nomeado cinco pessoas como juízes fantasmas. Os falsos juízes eram funcionários de uma loja que Bernadete tinha em um shopping da capital. Com a nomeação, ela teria embolsado R$ 660 mil. Por telefone, Maria Bernadete não quis comentar a decisão dos promotores.

 

 

A outra ação é contra o desembargador aposentado Augusto Galba Falcão Maranhão. O desembargador teria se utilizado de cargos comissionados para desviar dinheiro. Entre os funcionários fantasmas havia até um pedreiro, nomeado para ser assessor jurídico do Tribunal de Justiça. O desvio foi de R$ 350 mil. Por telefone, o desembargador Galba Maranhão disse que não cometeu nenhuma nomeação incorreta durante o período em que foi presidente do Tribunal.

 

 

Além do desembargador aposentado Galba Maranhão e da ex-analista judiciária Maria Bernadete Lima, o Ministério Público também pediu a punição de Celina Ramos Maranhão, Sâmia Giselly Jansen Pereira Xavier de Souza, Gilberto Pinto Jansen Pereira, João José Jansen Pereira, Catharinna Assis Xavier de Souza, Alina Assis Xavier de Souza, Fernando Antônio Muniz Pinto, Jocelina Gonçalves Vieira, Raimundo José Padilha, Lenílson Liberato de Veiras, Joviane Denise Bueno e José Ribamar Alex Dias.     ATT CHICO, TEM MATÉRIA NA CAPA DA ELO, SOBRE O ASSASSINATO DE UM FUNCIONÁRIO APOSENTADO DA ASSEMBLEIA,MAS EU NAO CONSIGO TIRAR. TIRE AÍ QUE VOU MANDAR CHAMADA

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