Mau tempo pode ter sido determinante para queda de helicóptero, diz delegado

Para titular de delegacia de São Lourenço da Serra, aeronave pode ter batido em árvore. Noiva a caminho do altar e mais 3 pessoas morreram na queda.

Polícia Civil de São Lourenço da Serra, na Grande São Paulo, investiga a hipótese de que o helicóptero Robinson 44, que caiu no domingo (5) matando quatro pessoas, entre elas uma noiva a caminho do altar, possa ter batido em uma árvore. Para o delegado responsável pelo caso, Flávio Luís Teixeira, “as condições do tempo na hora podem ter sido determinantes”.

“Pelo que ouvimos das pessoas que moram próximas, chovia e estava nublado e com neblina no hora da queda”, disse o delegado.

Moradores próximos ao local relataram que o helicóptero pode ter colidido contra uma montanha próxima ou sofrido com rajadas de vento, disse o delegado, mas a perícia na Aeronáutica será essencial para explicar as causas da queda.

“Eu acredito que o tempo pode ter sido determinante para a queda da aeronave”, disse ele. “Se uma árvore de 20, 40 metros de altura em um morro de 80 metros, estamos falando aí em 120 metros de altura que podem ter interferido”, disse ele.

Um inquérito foi instaurado como homicídio culposo, para apurar se houve imprudência, negligência ou imperícia envolvidas no acidente.

“Já pedi à Aeronáutica a documentação sobre o helicóptero, queremos saber se as vistorias estavam em dia. Vou ouvir os donos do helicóptero e os familiares das vítimas, para saber como foi o processo de locação para o serviço. Também vou pedir documentação à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre a habilitação dos pilotos e também tentar achar alguma testemunha”, afirmou Teixeira.

O inquérito só pode ser finalizado com a perícia do local e dos corpos pelo Instituto de Criminalística, o que deve levar cerca de 30 dias.

O helicóptero partiu do hangar da empresa HCS Taxi Aéreo, que é proprietária da aeronave, em Osasco. O G1 pediu a posição da empresa sobre o acidente e aguarda retorno.

Seripa
O major Caio Batalha, investigador do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 4), afirma que as copas das árvores do local onde o helicóptero caiu estão quebradas, o que indicaria que as hélices da aeronave colidiram com as árvores.

“Eu não posso afirmar que caiu por causa disso, todos os fatores contribuintes serão analisados mas a copa das árvores estão quebradas. Pode ser que as copas se quebraram como causa ou cconsequência da queda. Ou as hélices se bateram e caiu ou se chocou por causa da queda. Tiramos fotos e vou analisar”, afirmou o oficial.

Peças da aeronave que sobraram passarão por perícia em centro de análise da FAB em São Carlos.

Uma equipe do Seripa foi nesta manhã ao heliponto de onde o helicóptero partiu em Osasco para conversar com técnicos da manutenção da mesma e buscar a documentação da aeronave.

Ainda não se sabe a altitude em que o helicóptero voava quando caiu.

Destroços do helicóptero foram recolhidos nesta segunda-feira com ajuda de um pequeno caminhão (Foto: Tahiane Stochero/G1)Destroços do helicóptero foram recolhidos nesta segunda-feira com ajuda de um pequeno caminhão (Foto: Tahiane Stochero/G1)

Destroços do helicóptero foram recolhidos nesta segunda-feira com ajuda de um pequeno caminhão (Foto: Tahiane Stochero/G1)

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