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Leitura dos enunciados é primeiro passo para se sair bem no vestibular

Não importa se é uma questão de Língua Portuguesa, História, Química ou Matemática. Entender o que pede o enunciado é fundamental para se sair bem no vestibular. É a partir dele que o estudante começará a definir a resposta. E ter conhecimento sobre diferentes áreas pode ser fundamental, já que as provas têm sido cada vez mais interdisciplinares.

A contextualização da questão é uma tendência do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e também é cada vez mais aplicada nos vestibulares. Ou seja, em vez de as perguntas serem diretas, elas trazem uma interligação com um contexto relevante, o que aproxima o enunciado de situações corriqueiras, do dia a dia mesmo. “Contextualização é você relacionar o assunto do exercício à época, à situação mais geral, para que esse assunto ganhe significado”, comenta o professor de História do Curso ETAPA, Thomas Wisiak.

O educador acredita que o objetivo dos examinadores ao proporem questões nesse estilo é exigir mais habilidade dos estudantes. “Não é só o domínio do conteúdo, repetição. Esse tipo de questão pede que o aluno saiba estabelecer relações entre épocas diferentes”, comenta.

Wisiak lembra que cada vez mais se exige a intertextualidade nas provas, isto é, estabelecer relações entre textos diferentes. “Tem que saber ler e interpretar bem, organizar as ideias.” Isso pressupõe um perfil de aluno mais atualizado, com mais leitura e vocabulário amplo. “É preciso estar preparado, portanto, para um mundo mais complexo”, define.

Importância da leitura

Justamente por isso a leitura atenta do enunciado é um importante passo para se dar bem nas provas. É nele que estarão as instruções para a resolução dos exercícios. “Tem que estar muito atento se é para citar, comparar, comentar, analisar, que são coisas que aprendemos a fazer quando a gente estuda”, explica Wisiak.

Mas, além de ler e interpretar o texto, é preciso ficar ligado em outros elementos que possam ser adicionados à questão, como citações de textos, imagens, dados para interpretação, gráficos, tabelas, entre outros.

“Esse material pode estar simplesmente ajudando a lembrar do assunto, ou até trazer informações para a resposta”, ressalta. Entretanto, ele alerta, o material de apoio só não basta, é preciso ter atenção para o que é pedido no enunciado. “Nem sempre para responder eu só preciso interpretar o texto. Preciso dominar o conteúdo, conhecer o assunto”.

Dicas para a prova:

– Esteja atento para referências cronológicas, pistas no enunciado sobre linha do tempo, que definem a qual época o assunto remete;
– Analise as referências espaciais do enunciado, se o assunto diz respeito ao Brasil ou a outros lugares;
– Preste atenção nas palavras-chave que o texto apresenta, que ajudam a identificar qual o assunto da questão. “Posso ter uma pergunta sobre economia, com um determinado vocabulário, ou sobre política, com outro vocabulário”, exemplifica. É preciso saber distinguir esses conceitos;
– Em questões de múltipla escolha, é preciso tomar cuidado com o que pede o enunciado. É possível que entre as respostas apareçam alternativas com informações corretas, mas que não são o assunto do exercício;
– Um erro de muitos estudantes é confundir questões que pedem para assinalar a informação CORRETA ou INCORRETA.
– Ler e, se necessário, reler o enunciado. “O aluno deve fazer a leitura do texto, porque ele pode trazer pistas sobre a resposta”. Deve ser feita uma leitura com atenção, sublinhando o que for importante.
– Principalmente no Enem, esteja atento para questões que trazem dois textos com diferentes pontos de vista, que exigem capacidade de identificar essas diferenças e fazer comparações.

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