Incêndio em distribuidora de gás deixa moradores em pânico

SÃO LUÍS – Em diversos bairros de São Luís, moradores convivem com um perigoso incômodo: distribuidoras de gás de cozinha. O risco de incêndio toma proporções graves, devido ao acúmulo de botijões nos depósitos de gás. Perigo que assustou moradores do Fumacê, na noite desse domingo (23), devido a um princípio de incêndio em uma distribuidora.

Nesta segunda-feira (24), peritos do Instituto de Criminalistica estiveram no local. De acordo com testemunhas, durante a tarde de ontem (25), funcionários faziam um trabalho de solda em alguns tanques – o que teria causado um superaquecimento. A brigada de incêndio da empresa agiu rapidamente e conseguiu controlar o fogo.

Há três meses, a Promotoria do Consumidor fiscalizou distribuidoras de gás de São Luís. O Ministério Público chegou a autuar algumas empresas e determinou ajustes. Mas, os riscos ainda são grandes.

O Ministério Público Estadual acredita que os acidentes como o que aconteceu na distribuidora poderiam ser evitados se houvesse fiscalização rigorosa por parte do Corpo de Bombeiros. O problema, segundo a investigação da promotoria, é a corrupção. Alguns fiscais que deveriam vistoriar as empresas estariam cobrando propina para fazer vistas grossas.

Na Promotoria de Defesa do Consumidor são mais de quarenta ações e inquéritos contra revendedores e distribuidores de gás. A principal irregularidade encontrada até agora é a falta de fiscalização.

Por causa das denúncias contra os Bombeiros hoje (24), o Ministério Público pediu que técnicos e peritos do Instituto de Criminalística e da ANP viessem apurar porque houve o vazamento e a explosão de gás.

O Comando Geral dos Bombeiros abriu três procedimentos para investigar as denúncias. Nenhuma irregularidade foi encontrada.

Em nota, a distribuidora Liquigás informou que está apurando as causas do acidente e que não houve vítimas nem danos materiais no entorno do local. Informou ainda que por medida de segurança, o funcionamento do Centro de Distribuição foi suspenso.

A assessoria do Ministério Público informou que a empresa já havia sido interditada pela Agência Nacional de Petróleo, por irregularidades como a falta de um plano de segurança contra incêndio, mas que voltou a funcionar com uma licença do Corpo de Bombeiros.

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