Holanda questiona destino dos recursos da saúde do MA

“Para onde foram ou estão indo os recursos públicos destinados à saúde do Maranhão?”. O questionamento foi lançado hoje (quinta-feira, 11), pelo líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado Edivaldo Holanda (PTC), ao retomar o tema que há dias vem pautando os meios comunicação: a precariedade dos hospitais mantidos pelo Estado.

Edivaldo Holanda afirmou que tais questionamentos só serão respondidos à população quando o secretário Ricardo Murad (Saúde) e o atual governo tiverem a determinação de abrir a “caixa preta” da saúde. Ele comparou a tática do governo de não responder e não prestar contas ao comportamento do avestruz, que mete a cabeça debaixo da terra e finge que nada está acontecendo. “Mas o povo está morrendo nas portas e nos corredores dos hospitais”, ressaltou.

O líder oposicionista voltou a denunciar o abandono dos maranhenses na porta e nos corredores dos hospitais do Piauí, onde não são recebidos, segundo ele, porque o governo do Maranhão suspendeu o repasse mensal de parcela do SUS referente ao atendimento hospitalar naquele Estado.

“Enquanto isso, este governo resolve investir R$ 500 milhões em carcaças, em paredes de ditos hospitais, mas não cuida da saúde da população. Os hospitais da nossa cidade estão praticamente fechados, estamos aí apenas com a rede municipal para atender à demanda de milhares de maranhenses que estão tentando fugir da morte”, advertiu Holanda.

Durante o seu discurso, Edivaldo Holanda corrigiu um trecho do seu pronunciamento do dia anterior, no qual fez referência a matéria postada em blog sobre o secretário Ricardo Murad, que, na verdade, seria de autoria do jornalista Robert Lobato. No post, o jornalista denuncia que o secretário estaria aplicando R$ 500 milhões na construção de hospitais com dispensa de licitação.

“É um escândalo o que está acontecendo na gestão da saúde maranhense, nunca antes na história deste Estado houve tanta bandalheira em uma única Secretaria de Estado do Governo, como ocorre agora na pasta comandada por Ricardo Murad, cadê o Ministério Público?”, questionou o jornalista.

Edivaldo também leu artigo publicado no jornal “Tribuna do Nordeste”, de autoria do jornalista Egídio Pacheco, que retrata o drama nas infindáveis filas que os servidores públicos precisam enfrentar para conseguir uma consulta no Hospital Carlos Macieira (Ipem).

Ainda sobre a precariedade deste mesmo hospital, o parlamentar oposicionista denunciou a falta de médicos, enfermeiros e remédios. “Não há ninguém para atender, apenas uma empresa suspeita, cassada pela Justiça, já embolsando milhões de reais e dizendo que vai fazer dali um hospital de alta complexidade”.

Na avaliação da liderança oposicionista, o caos administrativo em que o Estado se encontra demonstra que o governo está sem rumo, sem destino, não há porto de chegada. “Os maranhenses estão aí, perplexos, diante do caos administrativo, diante da falta de comando, diante da insegurança e da falta de condições para que a comunidade possa ter a esperança de melhores dias”.

Edivaldo denunciou que pessoas humildes estão sendo jogadas em portas dos hospitais de São Luís sem encaminhamento, sem prontuário e até sem os objetos pessoais, a exemplo de uma menina de 10 anos, natural de Codó, portadora de câncer, rejeitada por um dos hospitais do Piauí. Segundo ele, a saúde do Maranhão está vivendo debaixo de uma escuridão sem fim. “Não há luz no final do túnel e esperamos que o governo acorde, que os deputados acordem e ajudem a abrir a consciência da governadora deste Estado”.

Respondendo ao deputado Tatá Milhomem (DEM), Edivaldo Holanda ressaltou que governo expressa a sua defesa em forma de agressão, de baixaria, mas sem dar uma justificativa à comunidade. Disse que ao invés de descer o nível do discurso, Milhomem deveria tentar justificar a inoperância, o descaso, a omissão e a falta de respeito do atual governo para com o povo. Finalizando, ressaltou que a população saberá julgar quem está mentindo e que ele [Edivaldo] sempre falará a verdade na tribuna, “doa a quem doer”.

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