Holanda cobra do governo Roseana o reinício das aulas

O líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado Edivaldo Holanda (PTC), acusou o governo do Estado de ter agido de forma desleal ao adiar o início do ano letivo nas escolas públicas para o dia 29 de março. Segundo Holanda, o governo agiu de forma dissimulada e sem dar explicações convincentes aos pais, alunos e professores. A data para o início das aulas estava prevista para esta segunda-feira (15).

Na avaliação do oposicionista, as explicações dadas pelo governo para o adiamento do início das aulas não convenceram pais, alunos, professores ou a sociedade.

Outro assunto da área de educação levado à tribuna hoje pelo oposicionista, diz respeito à forma de ingresso no cargo de magistério do Estado. Edivaldo Holanda ressaltou que a governadora Roseana Sarney (PMDB) resolveu começar tudo do zero e apresentar uma nova proposta diferente daquela que já estava conciliada após longas discussões com o Sindicato dos Professores. “Tudo foi jogado na lata do lixo do Palácio dos Leões”.

Segundo ele, o governo quer incluir na nova proposta a ser apresentada ao Sindicato dos Professores que o ingresso na carreira do magistério seja através de seletivo, que é um procedimento transitório, cujo vencimento é inferior do que é percebido pelos aprovados em concurso público.

Ele citou como exemplo do prejuízo que o seletivo proporciona aos professores a situação que ocorreu na cidade de Caxias. Foram aprovados 19 candidatos, dos quais 10 por meio de concurso e nove através de seletivo. Por ser uma forma de acesso provisório, o subsídio dos professores aprovados pela forma de seletivo corresponde à metade do valor recebido pelos concursados.

Para Edivaldo, “o governo está apenas empurrando os professores com a barriga”, uma vez que já havia sido acertado que a única forma de ingresso no magistério é por meio de concurso. “Essa é a única regra constitucional. A nova proposta do governo começa de forma unilateral, retornando o fantasma do seletivo”, advertiu.

Ele desafiou o secretário César Pires (Educação) de ir à tribuna, quando retornar à Assembleia, em abril, explicar tudo isto, e convencer a todos os parlamentares que esta é a melhor opção para a qualidade de ensino no Maranhão.

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