Helena quer apoio a maranhenses na Marcha Contra a Homofobia

Em discurso na Assembleia Legislativa, a deputada Helena Barros Heluy (PT) comentou que “o preconceito e a discriminação são incabíveis na moldura de uma sociedade que defende e proclama, por força da Constituição, a igualdade de todos”. Helena fazia referência ao Dia Internacional de Combate à Homofobia (17 de maio).

Ela cumprimentou a comissão que representava o grupo LGBT (gays, lésbicas, bissexuais, transexuais) que acompanhavam a sessão em visita à Assembleia, capitaneada pelo coordenador geral do Grupo Gayvota, Carlos Alberto Mendes da Silva, e Aírton Ferreira, supervisor de Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos. O grupo busca apoio do Legislativo para participar no próximo dia 19, em Brasília, da Marcha Nacional contra a Homofobia e do Grito pela Cidadania LGBT. As manifestações contarão com cerca de 200 organizações LGBT filiadas à Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT).

A deputada salientou que os índices de violência contra esse homossexuais no Maranhão e, mais especificamente, em São Luís, são alarmantes porque existe uma espécie de “ânimo de extermínio de homossexuais”. Para Helena, o mais grave é que “não se tem notícia de conclusão de processos para apurar a responsabilidade dos autores desses crimes”.

Ela frisou que a Assembleia deve contribuir na formação de uma sociedade onde todos possam, efetivamente, dizerem-se cidadãos e cidadãs do país. Lembrou a importância de os parlamentares contribuírem, na medida de suas possibilidades, para que a representação do Maranhão possa estar em Brasília. Disse que a comissão já conta com um ônibus, mas ponderou que “não basta o ônibus, pois é preciso recurso para a viagem e a estadia, para que os representantes maranhenses se façam presentes, combatendo, civilizadamente, esta pecha terrível e discriminatória, que é a homofobia”.

Segundo estatísticas do Grupo Gay da Bahia (CGB), 1661 homossexuais foram assassinados nos últimos 20 anos, em média 80 homossexuais por cada ano da década de 80. Na década de 90, a estatística subiu para 120 por ano.

LIBRAS

A deputada Helena Barros Heluy (PT) cumprimentou a Mesa Diretora da Assembleia pela iniciativa de instituir a presença de intérpretes de Libras (linguagem de sinais), nas sessões legislativas. Disse que “é um avanço e o reconhecimento do direito dos portadores de deficiência auditiva”, atendendo uma reivindicação desse grupo. Helena também cumprimentou os intérpretes de Libras.

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