Governo reforça ações de combate ao Aedes aegypti no interior do estado

As cidades maranhenses de São Mateus, Tuntum, Bom Jesus das Selvas, Tutóia e Cururupu estão no alvo das ações emergenciais do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), para o controle do mosquito Aedes aegypti. O lançamento oficial da campanha ‘Maranhão contra o Aedes’ será realizado no dia 25 de novembro. A aplicação de inseticida com a utilização das unidades de Ultra Baixo Volume (UBV) (popular fumacê) começou nesta segunda-feira (14) e prossegue até 28 de novembro.

 

Plano de enfrentamento

A Campanha ‘Maranhão contra o Aedes’ prevê criações de brigadas, trabalhos de limpeza urbana, inspeções de prédios públicos, entre outros. Para janeiro de 2017, a SES oferecerá capacitação sobre ações da Vigilância Epidemiológica da dengue, zika e chikungunya e suas consequências, voltada para as Coordenações de Vigilância, Atenção Primária, Rede de Assistência Hospitalar e Laboratório dos municípios da Unidade Regional de Saúde de Pinheiro.

 

Além disso, haverá a intensificação de busca ativa de casos de microcefalia para reduzir subnotificação e capacitação de 76 profissionais de saúde para atender e acompanhar as crianças.

 

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) tem tratado o combate ao Aedes como prioridade. As unidades de UBV vão reforçar as ações de combate do vetor responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika vírus e chikungunya. As cidades foram selecionadas após o resultado do Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa). O mapeamento serve para identificar os criadouros predominantes do Aedes e a condição de infestação do município. O vetor é responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika vírus e chikungunya.

 

“O objetivo é intensificar ações de combate ao Aedes aegypti, disponibilizando profissionais e a estrutura necessária, para reverter os resultados em benefício da população”, pontuou o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

 

São Mateus

Em São Mateus, desde a última segunda-feira (14), duas unidades percorrem os bairros, no início da manhã e no fim da tarde, com a aplicação de inseticida UBV. Alguns moradores aguardam o fumacê com janelas e portas abertas, como a dona de casa Raimunda Reis Lima. “Muitos vizinhos estão doentes por causa desse mosquito, então, eu abro minha casa para essa fumaça entrar porque eu quero permanecer livre desse mosquito”, explica.

 

Segundo o secretário adjunto da Política de Atenção Primária e Vigilância em Saúde da SES, Luís Marcelo Vieira Rosa, a atividade faz parte das ações de vigilância epidemiológica para intensificar o combate ao Aedes e evitar novos focos do mosquito. “A nebulização com máquinas de UBV faz o controle do inseto adulto, mas os resultados permanentes dependem da conscientização dos próprios moradores em eliminar os focos do Aedes”, justificou.

 

Plano de enfrentamento

Em 2016, recursos foram destinados para o plano de enfrentamento da epidemia no estado. Por sua vez, a Secretaria Adjunta de Atenção Primária e Vigilância em Saúde desenvolveu ações emergenciais para combater o foco do mosquito Aedes, com reforço nas inspeções de residências, com rigor nos pontos estratégicos, como construções, ferro-velho, cemitérios, clubes, escolas, repartições públicas e ginásios esportivos.

 

Durante todo o ano, parcerias com instituições públicas e privadas possibilitaram ciclos de palestras sobre formas de prevenir a proliferação do mosquito. Em caráteremergencial, todas as regionais contaram com veículos UVB (fumacê).

 

No mês de outubro, a SES realizou reuniões com gestores regionais de saúde, secretários municipais e chefes dos núcleos de controle vetorial dos 27 municípios com maior incidência das doenças, para programar os trabalhos de enfrentamento do Aedes. No mesmo período, as cidades de Barra do Corda, Vargem Grande, Pedreiras e São Domingos do Maranhão também receberam ações com os veículos adaptados com bombas de ultra baixo volume.  Até 5 e novembro deste ano, o Maranhão notificou 23.545 casos de dengue, 7.517 de chikungunya e 4.699 do zika vírus.

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