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Governo destaca ações de enfrentamento ao racismo em Santa Inês

Discutir estratégias para evitar violações de direitos ao acesso às políticas públicas pela população negra vítima de racismo institucional foi o foco da palestra proferida pela secretária-adjunta de Estado da igualdade racial, Socorro Guterres, no VII Fórum sobre a Negritude, realizado na cidade de Santa Inês nesta quinta a noite no campus d UEMA em Santa Inês.

“A palestra foi muito em função do que acontece em repartições e órgãos governamentais e que impede que as pessoas negras tenham acesso ou tenha dificuldade de acessar serviços e políticas por conta do racismo que vivemos no Brasil”, destacou a pedagoga Socorro Guterres.

Em sua palestra, Guterres enfatizou que o racismo institucional é uma ação dissimulada com a qual agentes de órgãos públicos e privados, no exercício de suas funções e baseado nas ideias racistas introjetadas na cultura brasileira, provocam uma desigualdade no acesso a serviços, benefícios e oportunidades, especialmente às pessoas negras e que, para se desconstruir esse processo é fundamental a implementação de políticas governamentais que provoquem um processo de educação sobre a história e cultura afro-brasileira e africana, principalmente na educação básica, mas também nas universidades. Desta forma, segundo Guterres, a sociedade irá refletir sobre como operam esses mecanismos e traçar meios de evita-los.

Para a professora aposentada e conselheira de Cultura de Pindaré, Joana Fernandes Morais Santos os debates deixam frutos importantes.  “Esse fórum enriqueceu a nossa cidade de conhecimentos e valores e deixa lições para transmitirmos à juventude, às escolas, às comunidades, para superação do racismo e de todo tipo de discriminação. Um debate como esse educa e transforma”.

Em sua apresentação, Socorro Guterres apresentou as ações de combate ao racismo desenvolvidas pela Secretaria de Igualdade Racial. Informou que o governo do Estado desenvolve uma campanha estadual para discutir e combater práticas de discriminação especialmente às casas de matriz africana, visto que este ano a campanha aborda o respeito à religiosidade. “Estamos fazendo uma ampla campanha de discussão e conscientização para combater a discriminação por que passa o povo de terreiro, especialmente o racismo institucional voltado para as casas, mas também casos de violência contra pais e mães de santo; ao mesmo tempo estamos acompanhando estas e outras denúncias e fazendo gestão junto a outros órgãos como a Secretaria de Segurança Pública e Defensoria Pública, para combater essas práticas”.

Rodrigo Soares, acadêmico de Letras, falou do que aprendeu com as discussões.“Com esse debate eu compreendi que o racismo institucional vem do racismo individual, que é escondido, dissimulado, mas fere as pessoas. É bom saber que o governo do Estado tem um trabalho no sentido de combater”.

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