Franco: “Quadrilha” que se instalou em Serrano tem ramificações em São Luís

O deputado Alberto Franco (PSDB) disse da tribuna da Assembléia Legislativa, nesta segunda-feira (22), que a “quadrilha” que se instalou no município de Serrano do Maranhão tem ramificações em São Luís e “a proteção de autoridades, inclusive do Governo do Estado”. Mas saiu em defesa do prefeito Vagner Pereira, o Banga, preso sexta-feira (19) pela Polícia Federal ao sacar recursos federais na agência do Bnco do Brasil em Cururupu.

Alberto Franco informou que o ex-prefeito Leocádio Rodrigues foi afastado da Prefeitura de Serrano do Maranhão devido a irregularidades apontadas pela Controladoria Geral da União (CGU) ao Ministério Público, e comprovadas pelo promotor de Justiça na comarca de Cururupu, o que culminou com a decisão judicial de cassá-lo.

“Daí começaram diversas manobras. Por último o Tribunal de Justiça deu uma liminar para o Leocádio retornar à função de prefeito. Ele ficou 24 horas no cargo e sacou do cofre no Banco do Brasil de Cururupu e aqui de São Luis R$ 309 mil. Depois o STJ devolveu o cargo ao Banga e o ex-prefeito, com a sua quadrilha, desapareceu com o dinheiro”, acusou Alberto Franco.

Dizendo que a Polícia Federal está investigando as prefeituras que estão malversando ou desviando recursos da União, Alberto Franco declarou que uma indicação de sua autoria foi encaminhada para Brasília, denunciando a facilidade que os prefeitos têm para fazer saque em espécie na boca do caixa e que muita das vezes isso ocorre com a participação e cumplicidade dos gerentes dos bancos. “Pedi até uma CPI para investigar os prefeitos que estavam saindo e sacando dinheiro público. Mas essa CPI não foi adiante”, lembrou.

Ao informar que conhece Vagner Pereira desde garoto, Alberto Franco disse que ele recebeu a Prefeitura com 118 cheques do município devolvidos por falta de fundos e, por ingenuidade, não se informou se poderia usar cheque avulso para movimentar a conta pública. “Ele precisava movimentar a conta para sacar o dinheiro e administrar o município, pagar os servidores públicos, os compromissos do município. E começou a fazer saques com cheques avulsos porque tinha 118 cheques devolvidos por Leocádio”, justificou.

Ele estranhou que a Polícia Federal tenha chegado no exato momento em que o prefeito e seu irmão estavam fazendo uma operação bancária. Segundo o deputado, Vagner Pereira pediu assinou o chegue avulso, o gerente tirou o dinheiro da conta do SUS e depositou na conta da Câmara de Serrano. Ainda de acordo com Alberto Franco, o prefeito tirou mil reais da conta do Fundo de Participação e colocou na conta de um fornecedor da Prefeitura.

“Está provado, pelos documentos, que ele não se locupletou do dinheiro. Ele fez transferência porque os vereadores estavam exigindo que ele fizesse logo o repasse à Câmara. Se utilizou do dinheiro da Saúde, mandou para a Câmara para hoje repor o dinheiro e pagar os compromissos da Saúde. Como é que a Polícia Federal prende o Banga em flagrante delito sacando e transferindo R$ 10 mil para a conta da Câmara, como está aqui no documento, e não consegue pegar o bandido do Leocádio e sua quadrilha sacando R$ 309 mil nos mesmos moldes, nos mesmos procedimentos?”, questionou Alberto Franco.

O próprio deputado respondeu que um cidadão chamado Ronaldo, que foi gerente do Banco do Brasil de Cururupu, já participava da “quadrilha” e foi expulso do Banco do Brasil por roubo. “Vou declinar o nome da autoridade que está por trás de tudo isso no momento oportuno. Essa operação deve prosseguir, porque ela estará protegendo o bem público e o interesse coletivo”, concluiu. Ele acrescentou que convidará o delegado federal Pedro Meireles a ir à Assembléia para esclarecer como transcorre suas investigações.

“O Banga errou e terá que dar explicações à Justiça. Mas e o outro, que sacou R$ 300 mil só na primeira liminar que teve? Tem que botar muita gente na cadeia, e tem muita gerente do Banco do Brasil que é cúmplice dessas ladroagens. Porque o gerente do Banco do Brasil, sabendo que esses recursos federais não podem ser sacados com cheques avulsos, não disse isso ao prefeito?”, indagou.

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