Edivaldo Holanda: Governo Roseana cortou 40% dos recursos da agricultura

Preocupado com o crescente endividamento do governo do Maranhão, o líder da Oposição na Assembleia Legislativa, deputado Edivaldo Holanda (PTC), advertiu nesta quarta-feira (21) que a governadora Roseana Sarney determinou um corte, no Orçamento do Estado para 2010, de 40% dos recursos destinados à área da agricultura. O líder oposicionista observou que, além da falta de investimentos no setor primário da economia maranhense, o governo de Roseana Sarney já recebeu quase R$ 1 bilhão de empréstimos, com o aval da Assembleia Legislativa, para a recuperação da malha viária do Estado. Depois de analisar a mais recente peça publicitária divulgada pela Secretaria de Comunicação do Estado (Secom), o deputado Edivaldo Holanda afirmou que “é uma piada” o anúncio de que o governo Roseana Sarney já investiu R$ 780 milhões na reconstrução e pavimentação de novas estradas. “Na verdade, as estradas maranhenses estão destruídas. No eixo da rodovia MA-127, o governo do Estado destruiu oito pontes, fizeram uma licitação, a empresa vencedora não começou a obra e lá agora está tudo parado. A Baixada Maranhense está num verdadeiro abandono, o Alto Turi e parte do Leste do Maranhão também estão abandonados, na área da infra-estrutura”, assinalou o deputado. Ele lembrou que o Ministério da Integração Nacional enviou para o Maranhão R$ 40 milhões para a construção de casas para os desabrigados das enchentes no Estado. Mas o governo de Roseana construiu apenas 3 mil residências. “Os R$ 40 milhões davam para atender grande parte dos desabrigados das enchentes em todos os segmentos, já que a safra foi perdida e as casas dos lavradores foram destruídas pelas cheias. Mas a notícia que nós temos é a de que estes recursos não foram aplicados”. Edivaldo Holanda observou também que a governadora Roseana, nas suas propagandas oficiais, diz que a Aciaria da cidade de Açailândia e a Fábrica de Celulose, que chegou ao Maranhão no governo de Jackson Lago, são obras de seu governo. Além disso, a governadora anuncia que a expansão da Alumar, que custou R$ 5,2 bilhões, é obra de sua administração. Da mesma forma, ela faz com a Hidrelétrica de Estreito, que custa R$ 3,2 bilhões, e é uma obra de empresas nacionais e multinacionais, com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que é uma empresa pública federal. “Lamentavelmente”, declarou o deputado, “estamos diante de um governo dissimulado. Uma prova disto é que nós assistimos ao transcurso de um ano, ou 365 dias, de nada. Nada feito, nada construído. As únicas coisas que temos são iniciativas de empresas nacionais e multinacionais que vieram para o Maranhão nos governos anteriores”. Para Edivaldo Holanda, o que a governadora Roseana conseguiu fazer até agora foi concluir obras iniciadas pelo governador Jackson Lago, como a Ponte da Integração, o Estádio Frei Epifânio d´Abadia, a Rodoviária de Imperatriz e alguns quilômetros de asfalto que Jackson Lago deixou contratados na região tocantina.

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