Cuca destaca ausência de dupla: “Inquestionável”

O Palmeiras vinha em ótima fase jogando em sua arena. Neste domingo, a invencibilidade sob o comando de Cuca foi quebrada com a derrota para o Atlético-MG por 1 a 0, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro (veja no vídeo acima a íntegra da entrevista coletiva do treinador).

Sem três dos principais jogadores no esquema tático, o técnico não conseguiu com que o time encontrasse uma maneira de jogar para furar o bloqueio do Atlético.

– O Atlético veio com uma postura de marcação forte e uma bola parada, uma chance. Eles tiveram duas. Uma com o Robinho no primeiro tempo, e a escapada no segundo. O jogo clássico é assim. Tiveram duas oportunidades e fizeram o gol. Nós tivemos umas quatro. Parabéns para o Marcelo, que montou muito bem a estratégia dele e, dentro da proposta, conseguiu um grande resultado – avaliou Cuca.

Além de Fernando Prass e Gabriel Jesus, que estão à serviço da seleção olímpica, Cuca também não pôde contar com Moisés. O meia se recupera de lesão sofrida no duelo contra o Santos, na última rodada, e está em fase de transição para o campo. Ausências que foram sentidas na partida contra o Galo, na visão do treinador.

As ausências fazem muita falta. Três jogadores fundamentais. Mas a gente não pode por nisso o demérito da derrota. Vamos dar o mérito ao Atlético, que fez um jogo seguro, firme, marcou muito bem e, na ocasião que teve, marcou o gol.

– Mas é inegável que faz falta, é inquestionável – lamentou Cuca.

Veja abaixo outros pontos da coletiva do técnico Cuca:

Um ponto em casa e seis fora nos últimos jogos. O que aconteceu?

– Há um tempo, coisa de pouco menos de um mês, tinha que responder o contrário. As coisas no futebol mudam. Encontramos uma maneira de jogar fora e, em casa, tivemos dois jogos muito difíceis. Hoje, no jogo, o Atlético veio com uma postura de marcação forte e uma bola parada, uma chance. Eles tiveram duas. Uma com o Robinho no primeiro tempo, e a escapada no segundo. O jogo clássico é assim. Tiveram duas oportunidades e fizeram o gol. Nós tivemos umas quatro. Se você faz 1 a 0, acaba ganhando de 1 a 0.

– Não é que o Palmeiras piorou. O adversário tem o mesmo potencial teu. Eles foram muito felizes, marcaram muito bem. Tentamos sem um centroavante, para ter uma bola rápida. Não conseguimos. Depois com um centroavante para ter as bolas cruzadas. Não cruzamos bem. Hoje não foi o dia de ganhar. parabéns para o Atlético.

Sentiu mais a ausência de Gabriel Jesus?

Não vou falar disso porque a gente é mal interpretado. De repente até o próprio diretor acha que você está falando uma coisa que é contraditória. Acostumamos um jeito de jogar com o Gabriel Jesus. O time tinha essa maneira, hoje tentamos repetir. Vamos trabalhar para encontrar a melhor formação.

Ausência do Moisés: quanto fez falta?

– Fez falta, né. Uma jogada individual faz a diferença e hoje não conseguimos essa jogada. O Atlético tinha três volantes. Eles marcaram muito bem. Nós não tivemos espaço. Mérito do Atlético essa marcação. Em contrapartida, não tivemos criatividade, um chute de média distância para fazer um gol, uma bola cruzada rápida. Escolhemos as coisas erradas hoje. Se você tem um time leve, não adianta cruzar bola alta. E foi trabalhado para bola rápido. No segundo tempo, com o time mais alto, as bolas também não foram bem postas. Um dia que a gente estranhou.

Saída de Thiago Santos e gol em seguida

– Senti muito no jogo a perda do Thiago Santos. Ele tinha o senso de marcação forte na frente da zaga, acostumado com o jogo. E um minuto que ele saiu, tomamos o gol. Não deu tempo de o Matheus entrar e se ambientar com o jogo e entender as coisas como estavam acontecendo.

Meta de pontuação e distância dos times que vão brigar pelo título

– No Brasileiro, tem de saber perder. Na proposta que o Atlético veio, foi muito feliz. Marcou muito, nas duas chances que teve marcou um gol. Não nos deu grandes oportunidades. Não muda, não tem uma condição de dizer ‘quero disparar 10, 15 pontos’. Quem dera. Os times são muito similares. Se pegar um grupo do Atlético em comparação com o Palmeiras, não tem diferença. Os times se equivalem. Vai ser uma luta até o final.

– Nós seguimos nosso trabalho da mesma forma, somos líderes ainda, com dois pontos de vantagem. Agora é preparar para os últimos três jogos do turno, Botafogo, Chapecoense e Vitória, ver se a gente consegue fazer o maior número de pontos nessas três partidas. Duas são fora. Serão jogos difíceis também.

Como foi o reencontro com o Atlético-MG?

– Quando você tem a montagem de um grupo, um grupo campeão, como a gente foi diversas vezes, e depois os reencontra depois de tanto tempo, lógico que mexe com você, o lado emocional. Mas eu fico muito mais triste hoje pela derrota, por nós termos perdido a primeira em casa. Parabéns para o Marcelo, que montou muito bem a estratégia dele e, dentro da proposta, conseguiu um grande resultado.

Como será o esquema sem Tchê Tchê, suspenso para o jogo contra o Botafogo?

– Hoje ele também não conseguiu espaço para fazer as movimentações, foi muito bem marcado. Agora estamos sem ele. Vamos ver durante a semana qual a melhor opção. Quarta-feira temos um jogo-treino contra a seleção do Iraque. Ali quero mexer alguma situação para já ir pensando no jogo.

Técnico forçado a escolher um time mais veloz ou mais forte na ausência de Gabriel Jesus?

– Mas é porque você não tem essa característica que tem o Gabriel. O Gabriel é um jogador de força e velocidade. Você não vai conseguir encontrar essa característica em um centroavante ou em outro jogador do grupo. A gente tem que entender que, infelizmente, neste momento ele faz muita falta. Mas temos que seguir a nossa vida e encontrar uma solução rápida para fazer um jogo rápido e vencer sem o Gabriel.

Grupo vai sentir falta do Prass e do Gabriel?

– Torço para que não. É um grupo maduro, bom de lidar, bom de trabalhar. É um grupo fácil de você manejar. Mas é inegável que faz falta, é inquestionável.

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