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Comando do PT diz que nota contra Sarney foi precipitada

A negociação de uma trégua com a bancada do partido no Senado, em torno da permanência do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), no cargo, está sendo negociada pela direção nacional do PT. O presidente do partido, deputado Ricardo Berzoini (SP), deve convocar uma reunião com os senadores petistas, na semana que vem, e defender que não é papel da bancada discutir a saída ou afastamento de Sarney.

    Para alguns petistas, a avaliação de Berzoini é que, como o PT não apoiou a candidatura do peemedebista ao comando do Senado, não tem responsabilidade pelas ações dele no cargo.

 Berzoine teria dito que foi surpreendido com a nota divulgada pelo líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), por acreditar que não existem novos motivos para pressionar o peemedebista. No documento, Mercadante afirmou que a divulgação das gravações da Polícia Federal que indicariam envolvimento de Sarney na negociação da contratação do namorado da neta era “grave, porque há indícios concretos da associação do peemedebista com atos secretos”.

   No entendimento da  direção do PT, a nota foi precipitada. Alguns senadores petistas disseram à  imprensa que a iniciativa de Mercadante foi isolada, apesar de representar o posicionamento defendido pela bancada no início do mês. O líder do PT não foi localizado, ontem, pelos jornalistas políticos.

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Corregedor dá prazo de 48 horas

para Tribunal explicar vazamento

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O corregedor-geral da Justiça Federal, ministro Hamilton Carvalhido, deu prazo de 48 horas para que o TRF-1 (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região informe as providências tomadas sobre o vazamento das conversas telefônicas do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Os diálogos foram gravados pela Polícia Federal com autorização judicial, durante a Operação Boi Barrica, e ligam Sarney aos atos secretos do Senado e ao ex-diretor-geral da Casa Agaciel Maia. A investigação está sob sigilo.

As gravações foram divulgadas na semana passada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e mostram o presidente do Senado e seu filho, Fernando Sarney, negociando a contratação Henrique Dias Bernardes, 27, namorado da neta de Sarney, Maria Beatriz Sarney.

O pedido do ministro Hamilton Carvalhido foi encaminhado ao corregedor do TRF-1, desembargador Olindo Herculano de Menezes, que ainda não se posicionou sobre o pedido.

Na última sexta-feira (24), o Ministério Público Federal no Maranhão pediu à PF abrir inquérito para investigar a divulgação de conversas telefônicas.

O presidente do Senado ainda não se posicionou sobre a divulgação dos diálogos. O advogado Eduardo Ferrão, que defende o filho do senador, disse que os grampos foram “mutilados” e “não indicam nenhum ato ilícito”.

Aderson, Weverton e Renato Dionísio indiciados por sumiço de colchões da Defesa Civil

Os ex-secretário Aderson Lago (Casa Civil), Weverton Rocha (Esporte e Juventude), o assessor dele Arinaldo Rodrigues, o Ari, e o ex-presidente do Ipemar Renato Dionísio, foram indiciados pela polícia e denúnciados à Justiça devido ao desvio de 656 colchões da Defesa Civil. O material deveria ter sido usado no atendimento à vítimas das enchentes no Maranhão, mas serviu para confortar militantes pedetistas durante a “Balaiada”, movimento criado para defender o ex-governador Jackson Lago (PDT).

Segundo relatório da polícia, o Ministério da Intregração Nacional enviou ao estado, em 2008, 75 mil itens formando kits de ajuda humanitária aos desabrigados pelas chuvas. O material foi guardado em depósito da Conab no Porto do Itaqui. Como chegou em setembro daquele ano somente parte foi enviado aos municípios.

“Aconteceu que, ainda em dezembro do ano passado foi realizado um evento social de natureza político-partidária no Casino Maranhense, onde uma grande quantidade de pessoas lá permaneceu durante alguns dias, e desta feita o indiciado Aderson de Carvalho Lago Filho (foto acima), então chefe da Casa Civil, determinou ao tenente-coronel bombeiro Célio Roberto Pinto de Araújo que repassasse 1.080 colchões com a logomarca ‘Defesa Civil Nacional’, os quais faziam parte dos kits de ajuda humanitária referidos, ao então secretário de Esporte e Juventude, o indiciado Weverton Rocha”, diz o inquérito.

Weverton  pediu ao assessor Ari que retirasse os colchões do depósito da Conab e levasse para o Casino onde foram recebidos por Flávio Augusto da Silva Furtado. “Os colchões passaram alguns dias no local e, de lá, parte deles, de forma estranha e sem respaldo legal, foi levada para o depósito de propriedade do indiciado Renato Dionísio, situado no Bairro Cruzeiro do Anil, nesta capital”, relata a peça policial.

O material era distribuído de acordo com determinações de Aderson Lago, apesar de estarem oficialmente sob a guarda da Defesa Civil. Devido a falta de critério técnico para distribuição, o então chefe do órgão, coronel Célio Roberto Pinto de Araújo, se recusou a fazer a distribuição e acabou afastado do cargo. Já em 2009, no início do período chuvoso, o próprio Célio Araújo e o então chefe da Defesa Civil, João Batista Durans, foram cobrados pela secretária Margareth Cutrim (Desenvolvimento Social) sobre os kits depois de uma visita de Jackson Lago ao bairro Salinas do Sacavém, em São Luís, onde as chuvas provocaram a morte de um casal.

“Os oficiais responderam que por determinação intransigente de Aderson Lago os kits (colchões) foram entregues no Casino Maranhense e ainda não haviam sido restituídos à Defesa Civil. De acordo com o que foi apurado nos autos, o órgão não sabe o paradeiro dos 656 itens (colchões) subtraídos”, informa o inquérito.

De acordo com a peça policial “os indiciados foram interrogados, sendo que Renato Dionísio admitiu parcialmente os fatos a ele atribuídos, enquanto que Ari, reservou-se ao direito de manifestar-se somente na esfera judicial. Já o indiciado Weverton Rocha negou tudo, inclusive afirmando que sequer tinha conhecimento que esses colchões tinham sido levados para o Casino Maranhense. O indiciado Aderson Lago, quando de seu interrogatório, fez uso do direito constitucional de permanecer em silêncio, no entanto, pediu juntada de declaração onde sequer trata acerca dos fatos a ele imputados, dizendo apenas, em resumo, que essa investigação tem natureza política”.

OS INDICIADOS:

WEVERTON ROCHA MARQUES DE SOUSA
INCIDÊNCIA PENAL: Artigo 312, § 1o, e Artigo 288, ambos do CPB
ADERSON DE CARVALHO LAGO FILHO
INCIDÊNCIA PENAL: Artigo 312, § 1o, e Artigo 288, ambos do CPB
RENATO DIONÍSIO DE OLIVEIRA
INCIDÊNCIA PENAL: Artigo 180, § 6o, e Artigo 288, ambos do CPB.
ARINALDO RODRIGUES MOREIRA, conhecido por “ARI”
INCIDÊNCIA PENAL: Artigo 312, § 1o, e Artigo 288, ambos do CPB.

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