COLUNA POLITICANDO E PÁG-3

 

 

 

Helena critica quem condena

 os atos secretos no Senado

 

As denúncias das nomeações de parentes por atos secretos, que ameaçaram o senador José Sarney (PMDB-AP) na Presidência do Senado, ganharam destaque na cena política da Assembleia, em discurso da deputada Helena Barros Heluy (PT), que, numa fala serena e sem partido, criticou os que – de um lado ou de outro – sem legitimidade, “arvoram-se de arautos da ética, da transparência e dos bons costumes”. Para ela, ninguém de boa intenção pode achar estranho ou ver como novidade esse novo escândalo profissional.

“Não é de hoje, não é de ontem, não é do ano passado apenas, tem tempos, tem história em tornos dessas práticas”, afirmou a parlamentar, lançando a pergunta para a história: “onde estão os coniventes com tudo isso, por ação ou por omissão?”. Helena criticou até mesmo o termo ato secreto, levantando a possibilidade de que os tais atos pudessem ter sido “afrontosamente realizados às escancaras porque, é ou era normal”.

Helena salientou que, ao não tratar a questão como novidade, não tinha intenção de minimizar o combate aos atos criminosos ou contrários à Constituição, mas, ao contrário, tinha o fim de promover uma reflexão para fortalecer a luta de todos que Brasil afora, e especialmente no Maranhão – berço do Movimento do Combate à Corrupção Eleitoral e Administrativa -, lutam com convicção contra essas práticas, “não por inveja, comodismo, vingança ou oportunismo político”. Para ela, é preciso ir mais longe no combate à corrupção e a discussão desses temas não pode ficar perdida, mas deve ter uma consequência positiva para que essa geração e as gerações futuras possam dizer que valeu o esforço.

A deputada enfatizou que a seriedade e o respeito aos cidadãos e agentes públicos não deve ter em conta apenas o cumprimento de um mandato à frente da Casa, mas que tenham repercussão positiva na história política do Maranhão. Ela cobrou o tratamento de seriedade e respeito, sobretudo aos cidadãos comuns e agentes públicos que trazem ainda dentro de si utopias maiores, que não perderam a esperança e que acreditam na administração pública e no exercício de seus mandatos um espaço de serviço, e não de “enriquecimento e afirmação de um poder espúrio”.

Relatório da CPI da Euromar

será apresentado na terça

 

O relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou denúncias de práticas comerciais ilegais feitas pela concessionária de veículos Euromar e outras locadoras será apresentado na próxima terça-feira (11), às 15h, na Assembleia Legislativa.

 

A informação foi confirmada pela relatora, a deputada Eliziane Gama (PPS). Segundo a parlamentar, o texto já está praticamente concluído, restando apenas “fechar alguns pontos”, o que vai ser tratado em reunião administrativa da CPI, na próxima segunda-feira.

 

Na verdade, o relatório deveria ser apreciado ontem pelos demais membros da comissão, os também deputados Alberto Franco (PSDB, presidente), Fátima Vieira (PP, vice-presidente) e Rubens Pereira Júnior (PRTB), mas devido a uma viagem da relatora a apresentação do documento acabou por ser adiado.

 

“Hoje (6) estarei reunida com o senador Magna Malta (PR-ES) em Brasília, por isso não poderemos realizar a reunião”, disse a deputada, que vai tratar de detalhes para a visita ao Maranhão da CPI da Pedofilia do Senado.

 

Apesar de não querer antecipar pormenores do relatório final, a deputada confirmou que o principal envolvido nas acusações, o empresário Alessandro Martins, será indiciado. “Realmente ficou constatado que ele [Alessandro Martins] cometeu vários crimes e por isso encaminharemos todo o nosso trabalho à Justiça. Tivemos centenas de consumidores que foram prejudicados por um longo período, ficando impossibilitadas de registrar seus carros porque a Euromar não dava as notas fiscais como deveria fazer”, afirmou.

 

Em suas atividades, a comissão ouviu várias partes inerentes a CPI, entre elas a promotora de justiça Themis Maria Pacheco de Carvalho que disse não ter dúvidas de que o empresário contava com a conivência da montadora Volkswagen para operar um esquema fraudulento de compra e venda de veículos. Em outra sessão, representantes da montadora negaram tal envolvimento.

A promotora começou a investigar o caso Euromar em 2006, ano em que a concessionária teria realizado operação irregular envolvendo a locadora São Luís, pertencente ao empresário Roberto Georges Hachem, irmão de Eli Garces Hachem, sócio de Martins na Euromar.

Em seu depoimento, Alessandro Martins negou todas as acusações. Na oportunidade. o empresário prestou esclarecimentos beneficiado por um habeas corpus, concedido pelo desembargador Mário Lima Reis, que lhe permitia ficar calado mediante a qualquer indagação.

 

 

 

POLITICANDO-

 

Bancada do Maranhão  no

Senado não tem  maranhense

 Parece estranho, mas não é.  A atual bancada do Maranhão no Senado não tem nenhum maranhense. Senão vejamos: O senador Lobão Filho (PMDB), que substitui ao pai, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, ao contrário do que muita gente imagina, não nasceu no Maranhão, mas sim em Brasília, quando o pai era jornalista do Correio Braziliense. Mauro Fecury (DEM), que assumiu no lugar da governadora Roseana Sarney, é do Acre, enquanto o senador Epitácio Cafeteira (PTB),  é nascido no Estado da Paraíba.

 

Cafeteira anuncia disposição

de concorrer ao Governo

 

Em plena recuperação de sua saúde, o senador Cafeteira está determinado a se candidatar a governador do Estado. Expressivo segmento do funcionalismo público se manifesta com simpatia a sua candidatura, porque, quando governador (87 a 90), a política salarial de sua administração valorizou os servidores, basta lembrar que o professor do Estado ganhava mensalmente 5 salários mínimos.

A decisão de Cafeteira para voltar a dirigir o Maranhão é o fato novo no quadro da sucessão estadual que ora inicia a se esboçar.

 

Vereador do PV defende

Fernando Sarney

 O vereador Augusto Serra (PV), conseguiu, na Câmara Municipal, a aprovação de uma moção de apoio ao empresário Fernando Sarney, alvo de investigação por parte da Polícia Federal, sob acusação de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Em sua propositura, Augusto Serra revela que tanto Fernando Sarney, como seu pai, o senador José Sarney, são alvos de manobras por parte de adversários políticos.

 Ananias Neto vai disputar

vaga no Congresso em 2010

Quem já acompanhava política nos anos de 1980 se lembra perfeitamente da atuação do engenheiro Ananias Neto como vereador da capital. Liderança forjada nos movimentos populares, ele encarava prefeitos, governos de plantão e tudo o mais que não se enquadrava em sua ótica política. Foi combativo ao extremo na Câmara Municipal e até hoje é lembrado até mesmo pelos ex-desafetos. Em 2010, já anunciou que irá disputar uma cadeira na Câmara Federal.

 

Eliziane diz que falta de delegados

atrasa apuração de denúncias

  

A presidente da Comissão de Infância, Juventude e Idoso da Assembleia Legislativa, deputada Eliziane Gama (PPS), reforçou a necessidade de combater casos de pedofilia e violência contra a infância no Maranhão. De acordo com a parlamentar, o número de denúncias recebidas pela comissão tem aumentado nos últimos dias, em muitos casos com envolvimento de pais biológicos, familiares, pessoas próximas e autoridades.

Segundo a parlamentar, um dos empecilhos para que os casos sejam apurados é a ausência de delegados de prontidão na Delegacia de Proteção a Infância e ao adolescente (DPCA).

DIRETAS

 O deputado Edivaldo Holanda vem seguindo à risca o seu papel de líder da oposição ao governo Roseana, na Assembléia Legislativa. Não há sessão em que deixe de apontar falhas na administração.

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O secretário de Comunicação do governo Roseana, Sérgio Macedo, não é de entrar para discussão com quem quer que seja. Seus problemas ele resolve é na base da Justiça.

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Evidenciou que processará o jornalista Luís Cardoso, do jornal A Tarde, assim como fez, quando ocupou o mesmo cargo, no governo de Zé Reinaldo, com Nelson Nogueira, do Jornal Extra.

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O Extra publicou fotos de uma reluzente BMW e de uma lancha de luxo, que teriam sido compradas pelo então e atual secretário. Foi ameaçado na hora de processo.

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