Chico Leitoa cobra realização de audiência para debater saúde

O deputado Chico Leitoa (PDT) ocupou nesta quinta-feira, 25, a tribuna da Assembleia Legislativa para cobrar a realização de uma audiência pública com o objetivo de discutir o impasse na área de saúde pública que envolve os estados do Maranhão e Piauí. O requerimento solicitando a audiência foi aprovado pelo Legislativo no início deste mês.

Chico Leitoa disse ter certeza que o problema só será solucionado quando os governos do Piauí e do Maranhão sentarem para negociar, juntamente com os representantes dos municípios mais afetados com a suspensão do atendimento médico hospitalar, que são Teresina, Timon e Caxias. Ele também acredita que medidas eficazes estejam sendo tomadas em Brasília. Na avaliação de Chico Leitoa, o SUS é um sistema perfeito, mas quem o deturpa são os gestores.

De acordo com o parlamentar pedetista, a situação da saúde pública na região dos Cocais tornou-se caótica desde que o atendimento hospitalar aos pacientes do Maranhão foi suspenso nos hospitais públicos do Piauí. Ele informou que além do caso da menina de Codó acometida por câncer, outros mais graves estão ocorrendo no município de Timon. “Precisa-se de uma solução urgente”, declarou.

Chico Leitoa esclareceu que por conta deste impasse, a saúde do município de Timon está debilitadíssima. O município possui cerca de 50 equipes do Programa de Saúde da Família (PSF), mas nada funciona na cidade na área de atenção básica. Segundo ele, as responsabilidades estão sendo passadas para outro estado, mas os recursos da área de saúde estão ficando no Maranhão.

Chico Leitoa ressaltou a necessidade de uma solução imediata para o problema, sob pena dele se agravar. Disse que é preciso um esforço da Comissão de Saúde da Assembleia para a realização da audiência pública, de preferência em uma cidade próxima a Teresina (PI).

“Eu sou cobrado diuturnamente e estou tentando, através dessa audiência, colocar as partes interessadas, principalmente a população, frente a frente para que haja uma solução para este problema que infelicita e aflige parte da nossa população que não pode ter acesso à medicina privada”, advertiu Leitoa

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