Cabral recebe visita da mulher, Adriana Ancelmo, em presídio do Rio

Esposa do político esteve no complexo de Gericinó nesta terça (22). Ela recebeu autorização extraordinária da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

A ex-primeira dama do Rio, Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral, visitou o marido nesta terça (22) no complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Adriana conseguiu uma autorização extraordinária da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Ainda segundo o órgão, ela foi a única pessoa a visitar o ex-governador desde a sua prisão na quinta-feira (17).

Geralmente, os familiares esperam até duas semanas para receber a carteirinha de visitante para conseguir ver os presos. No entanto, segundo a Seap qualquer preso pode ter esse benefício concedido.

O ex-governador foi preso sob a acusação de comandar um esquema de corrupção que teria desviado cerca de R$ 224 milhões dos cofres públicos do Rio. Além de Cabral, a Operação Calicute levou para a cadeia outras nove pessoas. O ex-governador divide a cela com outros cinco presos na operação Calicute mas, segundo a Seap, Cabral tem conversado pouco com os companheiros de confinamento.

A mulher do ex-governador Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, chega à PF para prestar depoimento (Foto: Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

A mulher do ex-governador Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, chega à PF para prestar depoimento (Foto: Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

Segundo o Ministério Público Federal, Cabral é suspeito de cobrar proprina de empreiteiras para fechar contratos de obras com o estado. As principais obras fraudadas são: reforma do Maracanã (custo total de R$ 1,5 bilhão), PAC das Favelas (custo de R$ 1,14 bilhão) e Arco Metropolitano (custo de R$ 1,55 bilhão). Durante o depoimento, ele ainda se disse indignado com as denúncias e afirmou ter a “consciência tranquila quanto às mentiras absurdas”.

No mesmo dia da prisão do marido, Adriana foi conduzida à sede da Polícia Federal coercitivamente para prestar depoimento. Na ocasião, ela ficou em silêncio quando confrontada pelos investigadores sobre os contratos de empresas com o seu escritório de advocacia. De acordo com as investigações da PF, o escritório de Adriana Ancelmo recebeu R$ 73,1 milhões em contratos com nove empresas públicas.

Adriana Ancelmo disse, no depoimento, que “possui comprovação de todos os serviços prestados e de todos os pagamentos recebidos pelo escritório de todos os seus clientes”, explicou a ex-primeira dama. O depoimento foi obtido pelo jornal Estado de São Paulo.

No depoimento, Adriana Ancelmo ainda foi questionada pelos investigadores sobre a compra de vestidos luxuosos. Todos pagos em dinheiro. Ela disse “não ter o costume de adquirir vestidos através de pagamento em espécie”, disse. Nas investigações, ficou comprovado que Adriana Ancelmo comprou, em dinheiro, seis vestidos sob medida. Por eles pagou R$ 57.038. As compras aconteceram, segundo a PF, entre janeiro e março de 2014.

A ex-primeira dama do Rio, entre 2007 e 2014, disse ainda no depoimento que “não possui e nem nunca possuiu conta no exterior”.

O Ministério Público Federal chegou a pedir a prisão de Adriana, mas o pedido foi negado pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal.

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