C.E. Mônica Vale apresenta culminância do projeto ‘Escravo Nem Pensar’ e homenageia Ferreira Gullar

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Com o tema “Liberdade, Trabalho e Energias” o Centro de Ensino Mônica Vale, escola da Rede Estadual no bairro do Vinhais, apresenta a culminância do projeto ‘Cultura como Instrumento de Liberdade e Libertação’.  As apresentações que começaram na sexta-feira (02) e se estendem até quarta-feira (07), fazem parte do Programa “Escravo, Nem Pensar!”, desenvolvido pelo Governo do Maranhão, por meio da Secretária de Estado da Educação (Seduc) em parceria com a ONG Repórter Brasil, que tem foco no combate ao trabalho escravo no estado.

 

Entre os objetivos estão os de incentivar o aluno ao trabalho com a pesquisa e produção de ideias, desenvolver a criatividade e ludicidade relacionada com o conteúdo curricular e compreender as diferentes relações de uma temática com cada componente curricular.

 

A apresentação dos trabalhos foi dividida por áreas do conhecimento. Nesta segunda-feira (05), as atividades apresentadas foram realizadas nas disciplinas de Ciências Humanas. Os alunos fizeram releituras de poemas e músicas que trabalham a narrativa da escravidão, seja ela no contexto do trabalho ou da condição social.

 

Entre os trabalhos apresentados, uma encenação do poema ‘Cântico da Rotina’ de Ana Miranda.  Outro grupo de alunos fez uma releitura com uma performance emocionante de “Asa Branca”, de Luís Gonzaga, música que retrata a condição social de quem, de seca a seca no sertão nordestino, enfrenta a luta pela vida .

Um dos momentos mais emocionantes foi uma homenagem dos alunos ao poeta, escritor, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta, e membro da Academia Brasileira de Letras, o maranhense Ferreira Gullar, que morreu neste domingo (04) aos 86 anos de idade, no Rio de Janeiro, onde morava.

 

Na homenagem à Gullar, os alunos vestiram preto em sinal de luto, fizeram um minuto de silêncio e apresentaram o poema “O Açúcar”, em que Gullar mostra toda sua inquietação e protesto diante do trabalho escravo nos canaviais.  “A Obra de Ferreira Gullar sempre foi trabalhada com muito carinho na nossa escola. E hoje, em especial, foi muito emocionante declamar um poema dele, depois de sermos surpreendidos pela morte deste ícone da nossa literatura. Ele levou o nome de São Luís para o mundo de uma forma muito positiva”, explicou emocionada Tassiana Silva, estudante do 1º ano, após a apresentação do poema que já estava na programação.

 

O pátio da escola ganhou um lindo painel grafitado pelos alunos que reproduziram uma ilustração da apostila do Programa ‘Escravo, Nem Pensar’. O projeto que continua nesta terça-feira com danças, performances, dramatizações, envolve toda a comunidade escolar, onde os alunos ficaram livres para criar.  “Essa emoção que eu estou vivenciando, aqui neste momento, não está no meu contracheque. Ver os nossos alunos envolvidos, protagonistas deste fazer pedagógico, é o verdadeiro valor do nosso trabalho enquanto professor”, disse a professora Simone Silva Santos, professora de Sociologia, uma das coordenadoras do Projeto Escravo Nem Pensar, na Escola.

 

“A escravidão não está só nas correntes, mas, também, na questão da cidadania de cada um, no conhecimento, no esclarecimento. A partir do momento em que os estudantes vivenciam essa temática, eles se sentem mais empoderados de conhecimento, aprendem mais e de forma mais efetiva”, disse o professor Oberdam Sá, Diretor Geral da Escola.

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