Braide destaca retorno do prefeito Raimundo Almeida, de Lago Verde

O deputado Carlos Braide (PMDB) usou a tribuna da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (10), para destacar o retorno do prefeito Raimundo Almeida (PP) à Prefeitura de Lago Verde. Segundo o parlamentar, a decisão judicial corrigiu uma arbitrariedade cometida pela Câmara de Vereadores daquele município, que afastou o prefeito do cargo no início de fevereiro.

“Usurparam o poder de um prefeito legitimamente eleito e bem avaliado, sério, competente, que vinha tendo a aprovação da população naquele município. Por isso trago essa questão a esta Casa para que nós e o Maranhão tomemos conhecimento de que quando se tem o poder é fácil agir com arbitrariedade, como fez a Câmara Municipal de Lago Verde”, argumentou ele.

Carlos Braide relatou que no recesso de dezembro o presidente da Câmara de Lago Verde, sem que os membros da Casa tivessem participação ou pudessem decidir, encaminhou ao prefeito, dia 12 de dezembro, uma solicitação pessoal dele, para que prestasse informações, no prazo de 15 dias, sobre a administração do município.

“Nós que conhecemos o funcionamento de uma prefeitura e sabemos que é humanamente impossível, dentro de 15 dias, se prestar todas as informações da administração de um ano. E o prefeito, então, fez um ofício à Câmara solicitando mais 15 dias de prazo, o que lhe foi negado. Por isso se iniciou um processo de afastamento do prefeito”, declarou Braide.

O deputado informou ainda que depois Francisco Pereira Melo, marido da vereadora Edilza, fez uma denúncia à Câmara de Lago Verde sem apontar irregularidades e sem apresentar provas, baseado apenas na falta de informação sobre as contas da Prefeitura. “E a Câmara, ainda no período de recesso, constituiu uma comissão processante para afastar o prefeito, sem dar prazo para que ele apresentasse defesa. O prefeito não foi convidado ou comunicado de que nesse dia poderia ir à Câmara apresentar a sua defesa”, o criticou.

Carlos Braide acrescentou ainda que quando o vice-prefeito assumiu a Prefeitura, formou um secretariado todo indicado pelos vereadores: “O vereador Erre colocou a filha como secretária de Saúde: o vereador Jackson tem o irmão secretário de Esporte; a vereadora Edilza indicou o esposo, aquele que foi o autor das denúncias, como secretário de Agricultura; o vereador Maroca nomeou a esposa como secretária de Administração; e o vereador Zé Baixote colocou o esposo da sobrinha como secretário de Ação Social. Foi essa a paga que o vice-prefeito deu àqueles que o colocaram no poder”, o denunciou.

O deputado concluiu dizendo que a justiça foi sábia ao conceder liminar retornando Raimundo Almeida ao lugar onde o povo o colocou. “Tenho aqui vários cheques emitidos pelo vice-prefeito, o prefeito que assumiu, com valores altos, de R$ 50 mil, R$ 80 mil, e tudo feito sem licitação até porque não houve tempo. São valores pagos a empresas distribuidoras de medicamentos, a locadoras, principalmente, com dinheiro de cheques sacados em nome da prefeitura, ao emitente. Isso sim é irregularidade, isso é falcatrua”, finalizou.

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