Barra do Corda: Valdinar denuncia despejo de lavradores

.phpThumb_generated_thumbnailjpgO deputado Valdinar Barros (PT) denunciou, na sessão desta segunda-feira (15), que 109 famílias de trabalhadores rurais foram despejadas de uma área devoluta (de 1.560 hectares) que o Iterma, órgão do Governo do Estado, ainda não legalizou em nomes dos lavradores. Valdinar disse que o juiz do município concedeu liminar determinando o despejo das famílias, embora elas vivam há mais de 11 anos na área.

O parlamentar do PT questionou a atitude do juiz “que dá uma liminar sem querer saber das consequências e não quer saber quantas crianças tem ali”. Valdinar Barros garantiu que a área pertence ao Estado. O deputado contou que esteve na cidade na quinta-feira e que participou de uma manifestação puxada pelas famílias e pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Barra do Corda.

O petista afirmou que “a polícia da governadora Roseana, em vez de está correndo atrás de bandido, está despejando lavradores; a cada semana é um despejo”. Para Valdinar Barros, o secretário de Segurança, Raimundo Cutrim, vai ficar na história como o ‘secretário dos Despejos de Lavradores’, e classificou de “um absurdo” o fato do Iterma ter mandado um documento ao juiz dizendo que a terra já foi arrecadada pelo Estado, abrindo caminho para o aparecimento de “um pretenso grileiro que não tem documento nenhum”.

Ele denunciou ainda que foi despejada a família do ‘seu’ Zeca Pereira, que mora há 97 anos em área próxima. “O juiz pegou fez o bolo das 109 famílias com a família do seu Zeca, um senhor que nasceu e se criou dentro da sua terra, que é terra de herança dos seus antepassados e foi despejado, um ancião com quase 100 anos de idade”, afirmou.

Na avaliação do parlamentar, “é esse o Estado de desenvolvimento que a governadora Roseana quer para o Maranhão e é essa a ação maior do secretário de insegurança pública, Raimundo Cutrim, uma vez que a coisa melhor que ele faz na vida é mandar a polícia despejar lavrador, agora os bandidos lá em Santa Luzia do Paruá foi obrigada a Polícia Federal enfrentar”.

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