Atividades marcam o Dia de Luta Contra a Homofobia

A Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Cidadania (Sedihc) sedia, nesta segunda-feira (17), às 10h, as atividades do Dia Internacional de Luta Contra Homofobia. O evento contará com a participação de segmentos da sociedade civil e de órgãos públicos, com o objetivo de debater sobre as políticas públicas voltadas para a população LGBT.

No dia 17 de maio de 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou oficialmente a homossexualidade da lista de doenças mentais. A partir de então, a data ficou marcada como o Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia, em que se comemoram as conquistas da comunidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis (LGBT), além de ser um dia de debates de vários temas relacionados a essa população.

No Maranhão, a data será lembrada por uma série de atividades que envolverão desde discussões sobre a atual situação dessa comunidade no âmbito estadual, até a fomentação de novas políticas de enfrentamento à homofobia. “A Sedihc hoje é uma referência para a comunidade LGBT no sentido de passar informação, dar suporte jurídico e articular políticas públicas”, ressaltou o supervisor de Direitos Humanos da Sedihc, Aírton Ferreira.

Segundo o supervisor, esse evento será importante para que a população LGBT possa expor todos os seus anseios, sobretudo no que diz respeito ao enfrentamento à homofobia. “Esse espaço será destinado para que todos os participantes do movimento possam fazer reivindicações no intuito de implementar melhorias para a população LGBT”, destacou Aírton.

O Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia vai contar com a participação do secretário de Estado de Direitos Humanos e Cidadania, Sérgio Tamer, além de representantes da Secretaria de Estado de Segurança Pública, Conselho Estadual de Direitos Humanos, Polícia Militar do Maranhão, Programa Estadual DST/AIDS e Hepatites Virais, OAB-MA, Fórum Estadual de ONG LGBT e Travestis e Transexuais do Maranhão.

Para Sérgio Tamer, não se pode admitir que sejam impostos padrões de condutas nas relações sociais, pois se não há transgressão legal nenhuma convenção social ou moral pode se impor aos demais. “Não se concebe em pleno século XXI que qualquer grupo social seja discriminado e, ainda mais, de forma tão violenta como vem ocorrendo com aqueles que seguem orientação sexual diferente dos demais”, enfatizou o secretário.

Tamer destacou também que “a sociedade precisa aprender a conviver com os desiguais porque é da essência das democracias o pluralismo em todos os seus aspectos”.

O evento integra uma série de atividades desenvolvidas pela direção da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), que conta com 237 organizações filiadas e que irão comemorar a vitória do dia 17 de maio.

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