Assembleia promoverá sessão solene para homenagear Dom Xavier

A Assembleia Legislativa realizará no próximo dia 10 de junho sessão solene para entrega de título de cidadão maranhense ao bispo da Diocese de Viana, Dom Xavier Gilles, que também ocupa os cargos de presidente regional da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e de coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT). O projeto é de iniciativa do deputado Chico Gomes (DEM).

Para Chico Gomes, a homenagem é justa, levando-se em conta o trabalho desenvolvido por Dom Xavier em prol da ação pastoral, da justiça social e dos direitos humanos.

Nascido na França a 16 de março de 1935, Xavier Gilles de Maupeou d’Ableige foi ordenado sacerdote em 1962, no seu país de origem, e logo em seguida veio para o Brasil. Em São Luís foi vigário das paróquias do Monte Castelo e do Bairro de Fátima entre os anos de 1964 e 1967. Também exerceu a função de assistente eclesiástico da Juventude Operária Católica (JOC) do Maranhão.

Atendendo ao apelo de dom Paulo Ponte, então arcebispo de São Luís, transferiu-se para o interior, onde atuou como pároco de São Benedito do Rio Preto e de Urbano Santos no período de 1968 a 1979. Em 1971, em plena vigência do regime militar, foi preso sob acusação de prática comunista.

Graduou-se em Filosofia pela Universidade Federal do Piauí e em Direito pela Universidade Federal da Paraíba. Mas foi na organização dos trabalhos das Comunidades Eclesiais de Base e no comando da Comissão Pastoral da Terra que dom Xavier ganharia maior visibilidade, com forte atuação em defesa dos menos favorecidos. Em 1995 foi nomeado bispo auxiliar da Diocese de São Luís, função na qual permaneceu até 1998, quando recebeu a designação para assumir a Diocese de Viana.

Como bispo de Viana sempre demonstrou preocupação com as injustiças sociais e tem procurado fazer gestões para melhorar as condições de vida das populações. Em recente encontro com o deputado Chico Gomes, Dom Xavier defendeu a pavimentação da estrada que liga Viana a Pedro do Rosário e manifestou-se favorável à implantação de uma Ouvidoria Agrária para mediar os conflitos pela posse da terra.

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