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Após escapar á execução, Homem volta a pena de morte pela segunda vez

Em 2009, Romell Brom recebeu 18 agulhadas com a injeção letal, mas nenhuma atingiu a veia. Agora, ele pede ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos para declarar que uma segunda tentativa de matá-lo seria inconstitucional

Em 15 de setembro de 2009, Romell Broom acordou pensando que seria o seu último dia de vida. Isso porque naquela terça-feira ele iria tomar a injeção letal que concluiria a sua pena no corredor da morte. Mas o fim não chegou para Broom.
Em 1984 ele foi condenado por sequestrar, estuprar e matar Tryna Middleton, de 14 anos, enquanto ela voltava para casa com as amigas depois de um jogo de futebol americano em East Cleveland (Ohio). A jovem foi morta com sete facadas no pescoço.

Entre a condenação e a aplicação da injeção letal, passaram-se 25 anos. Naquele dia, ele almoçou frango com batatas. Assistiu televisão. Recusou a visita de um religioso e ligou para seu advogado para falar sobre a possibilidade de novos recursos que adiassem a sua execução. A resposta que ouviu foi negativa.
Às 14h01, os funcionários da penitenciária fizeram a primeira tentativa de aplicar a injeção letal na veia de Broom. Ao ver a dificuldade dos funcionários de encontrarem um acesso venoso em um braço, o prisioneiro ofereceu o outro. Mas não foi o suficiente. Eles tentaram aplicar o coquetel da morte na perna, também sem sucesso. Foram 18 agulhadas, mas nenhuma funcionou. Às 16h24, o governador do estado de Ohio autorizou o adiamento da execução
Agora, passados quase sete anos desde a tentativa de execução, Romell pede ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos para declarar que uma segunda tentativa de matá-lo seria inconstitucional. Os advogados do prisioneiro afirmam que dar à penitenciária uma segunda chance de aplicar a injeção equivaleria a uma punição cruel e uma dupla incriminação.
A Suprema Corte de Ohio rejeitou os argumentos do prisioneiro em março deste ano, mas ele decidiu recorrer. Agora o condenado está prestes a se tornar a primeira pessoa para a qual uma segunda execução será refeita nos Estados Unidos desde que a Suprema Corte restabeleceu a pena capital, em 1976.
Bloom foi o segundo homem no Estados Unidos a sobreviver a uma execução letal. Em 1946, um assassino de 17 anos resistiu a um choque de 2,5 mil volts na cadeira elétrica. Ele foi morto um ano depois.
Teste de DNARomell Broom foi condenado com a ajuda dos depoimentos das duas testemunhas que estavam com a adolescente estuprada e morta em 1984. Naquela época não existia teste de DNA e a defesa questiona até hoje a validade do processo. Broom se declara inocente.
Em 2003 ele recebeu uma oferta do estado de Ohio para realizar um teste de DNA para provar que não cometeu o crime. O resultado, no entanto, não o inocentou. A audiência de clemência conclui que “o teste de DNA não indica uma combinação exata, porém afirma que a probabilidade de Broom não ser o doador é de 1 em 2,3 milhões”. Vale ressaltar que outros oito ou nove homens negros no país teriam o mesmo perfil.
Metrópoles

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