Andrea Murad integra comitiva federal em visita técnica a obras financiadas pelo BNDES

Uma comitiva de deputados realizou na sexta-feira (2), uma série de visitas a obras do governo financiadas pelo BNDES. A deputada Andrea Murad foi a parlamentar estadual que acompanhou a equipe da Câmara, composta pelos deputados Hildo Rocha (MA), Valternir Pereira (MT) e um assessor técnico da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, José de Melo.

Pela manhã, a comitiva foi à Estrada do Arroz, na USC e no Hospital Regional Materno Infantil de Imperatriz, onde estavam previstos investimentos de mais de R$ 6 Milhões. O deputado Hildo Rocha esclareceu que a visita busca explicações para o descumprimento dos cronogramas de execução das obras e outras questões referentes à aplicação dos recursos provenientes de empréstimo contraído junto ao BNDES.

“O pedido de fiscalização decorre da falta de transparência que tem caracterizado o governo Flávio Dino. Em dois anos, as obras não avançam quase nada e existem fortes evidências de irregularidades na aplicação dos recursos. São desconfianças que precisam ser esclarecidas. Constatamos, além de atrasos nas obras, fatos muito graves. Na Estrada do Arroz, por exemplo, vimos 14 km apenas com o que a Suzano fez. O que deveria ser feito com os recursos do BNDES, não tem nada. Aqui, tudo em situação precária, cheia de buracos, sem sinalização, sem meio fio, um risco, justamente no trecho de acesso da Suzano, com grande fluxo de veículos pesados e temos uma estrada sem acostamentos”, disse Hildo Rocha.

Na Unidade de Segurança Comunitária, os deputados constataram um claro desvio de finalidade onde a USC foi transformada em um centro administrativo do Batalhão. As USC´s foram planejadas  para promover a segurança pública das comunidades onde estão instaladas com policiais militares, viaturas, motocicletas e videomonitoramento, mas em Imperatriz  a estrutura está servindo para serviços administrativos da BPM. Já no Hospital Regional Marterno Infantil em Imperatriz, a atual gestão não deu continuidade à reforma iniciada em 2014.

“Minha revolta maior foi ver o Hospital Regional Materno Infantil de Imperatriz, onde Ricardo Murad como secretário havia aumentado o número de leitos, mais 63 leitos de UTI neo-natal e semi-intensiva, e o que vi hoje foi que nunca deram continuidade às reformas iniciadas na gestão anterior com recursos garantidos pelo BNDES. Pior foi constatar paredes descascando, lodo, canos expostos, um local insalubre. A reforma na unidade é extremamente necessária e precisamos saber o que aconteceu com os recursos que estavam destinados para essa importante obra”, disse Andrea Murad

De Imperatriz, a comitiva seguiu para Chapadinha onde visitou o Hospital Regional e o Centro de Hemodiálise. Hildo Rocha ressaltou que “o governo Roseana entregou a obra do hospital de Chapadinha 85% concluída e em 2 anos de gestão Flávio Dino avançou 3%”.

Para a deputada Andrea Murad, o governo não deve cumprir o prazo de inauguração que é fevereiro de 2017. “O hospital tá do jeito que foi deixado há 2 anos, isso mostra a insensibilidade do governador com Chapadinha e região, isso mostra o descaso com recursos públicos porque muita coisa vai precisar ser refeita, porque já se passaram anos e tá aqui o hospital fechado, sem nenhuma utilidade para a população, tão necessitada de uma unidade. Isso é dinheiro do povo sendo desperdiçado”, lamentou a parlamentar.

No local onde seria construído o Centro de Hemodiálise de Chapadinha, os deputados encontram um terreno descampado, apenas com os pré-moldados expostos, desgastados e indícios de furtos dos mesmos.

A rede globo havia registrado em setembro deste ano a paralisação das obras que meses depois os deputados encontraram da mesma forma. Das visitas realizadas, verificou-se que o governador Flávio Dino não deu continuidade às obras com recursos garantidos pelo BNDES.

“Será produzido um relatório minucioso com fotos dos locais visitados e entregue ao presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, aos deputados e ao presidente da Câmara Federal e para o Tribunal de Contas da União ”, informou o assessor técnico da Comissão José de Melo.

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