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Agerp intensifica assistência a produtores da Região de Caxias

Cerca de 1.300 mini e pequenos produtores rurais da Região de Caxias já procuraram o apoio do escritório regional da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (Agerp), órgão vinculado à Secretária de Estado da Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), para resolver problemas relacionados a pendências de crédito e informações sobre novos financiamentos.

Na Agerp, esses produtores rurais estão recebendo orientações sobre como proceder nas negociações de suas dívidas com os bancos oficiais. Eles também tem acesso à documentação de aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), preenchem cadastros e são auxiliados na elaboração de projetos tendo em vista a obtenção de novos financiamentos nas linhas de crédito do Pronaf e Pronaf Emergencial.

 A chefe do escritório da Agerp em Caxias, engenheira agrônoma Marta Surama Vieira Costa, informou que a esses pequenos produtores também estão sendo distribuídas sementes de grãos para que possam participar da próxima safra, haja vista que boa parte deles perdeu ou sofreu algum empecilho em função da fortes chuvas que banharam a Região dos Cocais, até dois meses atrás.

A partir da próxima semana, as ações deflagradas em Caxias irão se intensificar nos municípios de São João do Sóter, Duque Bacelar, Aldeias Altas, Coelho Neto e Afonso Cunha. Para tanto, atuando em regime de parceria com órgãos dos governos municipais e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, a Agerp de Caxias está disponibilizando um técnico do escritório a cada um dos municípios da sua área de cobertura. A perspectiva é a de que o trabalho prossiga até o final de 2009.

 

Estrutura

O montante dos recursos disponíveis para a regional de Caxias é de nove milhões de reais. Há seis anos, alcançava 14 milhões reais, perdidos em função de negligência na assistência ao público-alvo, que resultou numa inadimplência da ordem de 50% dos financiamentos, isso sem levar em conta que o trabalho do estado, nessa área, esteve praticamente paralisado nos últimos quatro anos.

A chefia do escritório da Agerp, em Caxias, alerta que um dos grandes problemas enfrentados pelos mini e pequenos produtores são os elementos intermediários. Esses, além de cobrarem o recebimento de parte do financiamento que os agricultores vão receber ainda os orientavam a não efetuar o pagamento das prestações dos financiamentos, o que acabou por favorecer o elevado índice de inadimplência.

         “Aqui, no escritório de Caxias, nós estamos usando toda a estrutura disponível para atender à nossa clientela, e temos técnicos aptos a elaborar os projetos que os agricultores necessitam sem que precisem pagar nada. O intermediário, além de nocivo para o pequeno agricultor, pois fica com parte do financiamento, atua às vezes como correligionário dos agentes políticos, iludindo-os com uma falsa crença de que os serviços oferecidos pelo poder público são fruto da ação desse ou daquele político, em troca de votos”, assinalou a agrônoma Marta Surama Costa.

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