A directora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse ontem, em artigo para o jornal de negócios alemão Handelsblatt, que 2017 poderá contar com “crescimento mais forte e sustentável a nível global”.
Segundo Lagarde, “a Alemanha presidirá o G20 (grupo formado pelas 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia) e se empenhará em medidas e em reformas estruturais, aumentando a capacidade de resistência das economias maiores”. A informação é da Agência Ansa.
Já a China, segundo ela, “continuará a mudar o modelo económico de exportação para a demanda interna” e vários países asiáticos e sul-americanos “ajudarão em um aumento da dinâmica jovem”.
A directora do FMI também fez suas previsões para o governo do presidente eleito dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que começará no próximo dia 20. “A nova https://www.atosefatos.jor.br/wp-content/uploads/2023/03/voz_do_brasil_1711222143-1024×613-1.jpgistração dos EUA terá foco na reforma fiscal das empresas e nos investimentos de infra-estrutura”.
Lagarde ressaltou, no entanto, que haverá desafios neste ano, em que foram criados pelos factores políticos que influenciaram 2016, e que uma distribuição da renda mais igualitária é de extrema importância.
“O FMI acredita que uma distribuição da renda mais igualitária representa não apenas uma boa política social, mas também uma boa política económica”, escreveu a directora na publicação alemã, acrescentando que “nos últimos 20 anos, a renda dos 10 por cento mais ricos da população cresceu 40 por cento, enquanto os mais pobres quase não ganham”.